quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

The Afilhados do Luis Project - Papakilometros

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição.


Hoje o Carlos partilhou uma memória do Facebook onde estava o primeiro treino com a camisola do CAL, vou deixar a transcrição. Isso despoletou a escrita deste post. 

"A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Ora vamos lá então a mudanças.
Sócio número 79 do Clube Atletismo Lamas. Pois é um enorme orgulho fazer parte deste clube de corrida. Quis fazer parte do clube porque fica muito perto de casa, mais ou menos 350 kms! 
Juro que fiquei sócio num dia e recebi a camisola um dia antes. Um clube à parte.
Fui fazer o primeiro treino com a camisola do Clube Atletismo Lamas e cheguei à conclusão que é muito mais fácil correr a descer do que a subir.Tudo culpa da camisola.
Alto do Malhão. Considerada subida de segunda categoria no ciclismo. Bem, é penar a sério. Deu para suar a camisola! 
Quis escolher um sítio emblemático para vestir pela primeira vez a t-shirt do clube. Custou-me muito menos a descida, nem consigo perceber porquê! 
Vou deixar fotos técnicas para ilustrar o sofrimento. Não há reflexão técnica, estou exausto. Claro que há! 
Reflexão técnica/científica! 
Extremamente importante nesta nova situação de clube, o Papa Kilometros. Foi ali que começou a inspiração de fazer Maratonas. 
Grande Carlos Cardoso! 
Boas corridas!"


Papakilometros 

Já com algum histórico de corridas, várias meias maratonas por exemplo, havia a vontade de experimentar correr a distância rainha. Como não conhecia ninguém que o fizesse, acabei por pesquisar na internet, na procura de quem já tivesse efetivamente passado pela experiência. Não pelas questões técnicas do atletismo profissional, isso não era importante. Era terra a terra. Questões logísticas relacionadas com viagens, duração das estadias, como lidar com os 42 km durante a preparação, na véspera e no dia da prova. E acima de tudo, encarar as coisas com boa disposição, diversão e parvidade natural.  Foi no blogue do Carlos, O Papakilometros, que encontrei isso tudo. Depois acabei por lhe pedir sugestões de provas. Ele na altura já tinha feito Madrid, Paris, Porto, etc. Por isso é que digo que o Papakilometros é o meu padrinho da maratona. Entrei no CAL, conheci o resto da maralha, entrei para a ala forte dos Pernetas, ganhei um irmão e restante família. Simples…

Muito Perneta na zona

1º Lugar por equipas mistas nas 24 horas a correr em 2016



The Afilhados do Luis Project 

Então quem são os afilhados deste projecto? 
Não tem nome, nem é um número específico de pessoas. Tu que estás a ler, podes fazer parte.
Ao longo da carreira já apadrinhei várias pessoas na corrida. Para começar a correr, fazer dez km, uma meia maratona, e a coqueluche no meio disto tudo, “fiz" o Zuka correr a maratona de Lisboa em 2017. Deixar também o sublinhado, à maior parte das abordagens, o conselho é fazer caminhadas. Não convém começar a casa pelo telhado.

Deixar bem esclarecido que apesar de ter o nível I de treinador de atletismo (não cheguei a fazer o estágio, o tempo não dá para tudo…), não dou treino. Posso deixar um exemplo muito pessoal. A Bárbara este ano decidiu trocar o ballet pelo atletismo. Treina pelo atletismo do Castrense, com os seus pares, e com um treinador com as devidas competências. Eu tirando a condição de pai, não interfiro em nada. Cada macaco no seu galho.
Aconselho, são coisas diferentes. Passo o saber de experiência feito. Já dei inúmeros planos de treinos, nunca dei um único número de ritmos. X ou Y ao km. É sempre por níveis de intensidade. Os números é a pessoa que os encontra, depois podemos falar sobre isso. Aliás, tenho mais cuidado a explicar o que não se deve fazer, do que o contrário. Posso deixar um exemplo dum rabisco para uma maratona, que fiz enquanto bebíamos um café, numa pastelaria. Só para eles terem uma ideia mais precisa.
Para uma maratona?! Sim!
Tenho quatro afilhados que me abordaram com a intenção de fazer a mítica distância, lá para a Primavera. O João Paulo, o Pedro, a Ana, e o Eduardo (este último é um caso já antigo…).
A Ana à mesa da pastelaria. “Primeiro… Tenho que me preparar para essa preparação!”. É bem visto!

O “projeto" não se fecha por aqui. No outro dia o Pedro pediu para lhe marcar passo com a intenção de bater o recorde pessoal aos 10 km. Conseguiu melhorar com muita folga. Por exemplo, com Nuno Dias, que é triatleta. Ficou combinado marcar-lhe o passo, numa prova oficial de 10 km, de forma a ele entrar no minuto 37. Já tratamos de arranjar a prova, só falta chegar o dia. Se for uma pessoa que queira começar nas corridas. A primeira coisa que aconselho é comprar uns auriculares e um aparelho cheio de música, conselhos de quem percebe da coisa…
E quanto é que ganho com isso?!  Independentemente das distâncias, o The Afilhados do Luis Project,  tem a intenção de fazer aos outros o que o Papakilometros fez por mim, só que ao vivo e a cores. Mas como o Carlos comentou na memória do Facebook. Afilhados, afilhados, folares à parte!!! (Esta frase ficava bem em t-shirts...)

Nem sempre consigo, mas quando é possível, uma vez por semana tento conciliar um treino com quem estiver disponível. Inclusive  durante a preparação da última maratona. É a melhor forma de demonstrar in loco que os treinos não são sempre de intensidade elevada, as recuperações são tão ou mais importantes.
Como o Zuka diz, "sintam-se privilegiados pelo parceiro de treino". É nesses encontros que surgem as ideias dos treinos convívio, como a 1ª Travessia transfronteiriça Ameixial/Almodôvar, ou o 1º Medronhos/Cogumelos Trail.

Nestas provas não oficiais, como temos tempo, servem para dar as dicas possíveis. Quando se está a correr vem mais à memória as dificuldades que se encontram no dia a dia. Ajudo no que posso, sem stress.

Sou eu que faço a parte multimédia dos “eventos". Quando há treinos também ficam registados em foto. Só porque sim. Na parte final destas fotos está uma sequência de fotos que tirei ao Zuka no pós treino, enquanto ele tentava explicar percursos dentro da vila, a um rapaz de fora que está a viver em Almodôvar. Ele a esta hora ainda anda às voltas, às voltas. Simples…(Naaahhh)






Vais por ali...
Em frente...
Viras à direita...
Fazes um remoinho... 
O quêeee???
Não percebes?!?!
Haja quem fique contente com a explicação...


Bem, ainda não vou acabar o post... Eu tenho que publicar isto... No outro dia foi o Zuka que tomou conta das fotos. Bem...  Vamos lá então... Eu tenho que publicar isto…
 Primeira tentativa...
 Segunda...
 Terceira...
 Quarta...
 Quinta...
 Agora com o Filipe e o Luis R. é que é...
 Ainda não foi desta...
Nem desta!!!

Antes de ver o resultado,  aquele desabafo... Em tantas alguma há-de ficar boa!

Não Zuka, não ficou nenhuma!!! (Muito, muito bom, ganda Zuka)

Boas corridas!




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

27 de Setembro 2020


A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição.
BMW BERLIN-MARATHON


CONGRATULATIONS: You made it!


RegistrationID: ...

Dear Luis Lobo,

We are happy to share the good news with you that your personal best marathon time has secured you for a starting spot in the BMW BERLIN MARATHON 2020!

What this means for you:

  1. You can start looking forward to September 27, 2020!


  2. Please note your personal RegistrationID: ... - you might need it a few times until the event day.


  3. Please watch your...

We look forward to welcoming you in Berlin for the BMW BERLIN-MARATHON on September 27, 2020!

Your BMW BERLIN-MARATHON TEAM!


  Olympiapark Berlin | Hanns-Braun-Straße/Adlerplatz
  14053 Berlin | +49 (0)30-30 12 88 10


          




Ficar de fora da Maratona de Berlim 2018, foi a maior frustração desde que comecei a correr esta distância. 

Para participar na Maratona de Berlim de 2018 o CAL levou à lotaria de vagas, em Outubro 2017, quinze ou dezasseis elementos. Metade foram sorteados. Eu fiquei na outra metade… Foi mesmo por não poder ter participado na experiência com o grupo, só por isso.
Desisti de querer ir correr a Berlim?! Tenho dificuldade em conjugar o verbo desistir. Mas muito...

Fui ler o regulamento para saber as formas que havia de participar para lá da lotaria. Há vagas garantidas através das agências de turismo e instituições de caridade. Como é óbvio, torna a experiência muito mais cara. Mas foi também nessa consulta que fiquei a saber de outra maneira de poder participar, sem ir a sorteios.


“Faster runner"

Com a idade  que ia fazer a inscrição, no passado mês de Outubro, bastava ter um tempo abaixo das 2:55, no ano transato. Mandei Amsterdão 2:48, Marrakesh 2:52 e Estocolmo 2:54. Com o tempo de Amsterdão… Dei sete longos minutos de folga… Sim, estou contente. Ainda por cima saiu-me do pêlo.


Maratona de Berlim 

Como dizem algumas pessoas (eu também digo) de Messi, os jogadores de futebol são todos iguais, só que há um mais igual do que os outros… Nas maratonas, são seis que são mais iguais!
A maratona de Berlim é uma das Majors. Chicago, Londres, Boston, Nova York, Berlim e Tóquio. Por algum motivo estas provas tem designação diferente. Ganharam prestígio pela sua existência, forma, conteúdo. Imaginem que a maratona de Boston tem quase tantas edições como a minha idade. No próximo ano vai para a 123ª edição. Lembro-me tão bem da primeira…
Não tenho ambição de fazer as Majors só porque sim, de todo. Mas a cidade de Berlim está aqui muito à mão. Londres também está, mas é  uma complicação ainda maior para participar… Dá menos abébias a estrangeiros… Desistir?! Naaahhh!

Não faço ideia se vou poder participar na prova. Não faço festejos antecipados. Se não aparecerem lesões e os ossos o permitirem, lá estarei dia 27 de Setembro de 2020. Sou otimista por natureza. É deixar a vida seguir a ordem natural das coisas (e as tais lesões bem longe…). Já escrevi aqui alguma vez que, “a vida segue sempre um caminho?” É uma das frases que me acompanha desde sempre.

Se achasse que este mail que recebi hà bocado não tem já a sua devida importância, independentemente do resto, nunca tinha vindo escrever este post. É uma conquista pessoal. 

Boas corridas.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Bruxelas 2019. A faltar aos pódios, desde 1890...


A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!



O início 

“Porque é que não vais fazer a maratona de Lyon connosco.”

Foi mais ou menos assim que começou a maratona de Bruxelas, no Verão de 2018. 
Uma conversa entre mim, o Maurice e o António. O Maurice está casado com a minha prima Cristelle, e o António com a minha prima Maria, vivem em  Lyon. Eles tem um grupo de corrida, “As Charrette”. Grupo que costuma participar em maratonas e trails de longas distâncias. À proposta respondi que já tinha corrido em França, Paris 2016. Aliás, de todas as provas que fiz, é a única maratona que não me importo de repetir. Lyon estava fora dos planos, sugeri Bruxelas porque a nível logístico seria o mais próximo para eles. Houve acordo de princípio, faltava deixar passar o tempo. Mais tarde era afinar estratégias. E uma lesão do Maurice tudo levou… Teve que arrepiar caminho, parar para ver. Ele era o elo da operação… A vida segue o seu caminho. Siga!

Entretanto…

Ao longo do tempo houve várias conversas dentro da alcateia. Para nós esteve sempre em aberto ir na mesma. Até uma última conversa no pós Estocolmo… Reservo, inscrevo-me ou não?! Com a Bárbara a dizer. “Marca já antes que haja outra coisa qualquer”. O Eduardo concordou… Portanto… Siga!

Ir com os miúdos visitar  uma capital europeia já é motivo mais do que suficiente para a viagem. Depois juntava-se o desafio de preparar uma maratona durante o núcleo duro do Verão. Pessoalmente tinha ainda outro foco de interesse, queria criar um paralelismo para 2020. Para o ano,  com os meus tempos, dispenso sorteio na maratona de Berlim, tenho entrada direta.  Berlim é uma das Majors, se puder, quero participar. A prova na capital alemã é um fim de semana antes de Bruxelas. Um hipotético plano de treinos… É ainda mais… VERÃO!!!
Depois de preparar a logística, foi só esperar pela altura de começar o plano de treinos. Não havia dúvidas das dificuldades que iriam aparecer. Foi estabelecer um mínimo, custasse o que custasse. Ficou mais feio quando me inteirei da altimetria do percurso… Mas a sério?! Vou deixar passar o tempo, e mais perto logo vejo… 

Vou ter que fazer um parêntesis…
(São Silvestre A-do-Neves)

Era para ter abordado este tema na publicação anterior. Só que na altura acabei por me esquecer completamente .
A São Silvestre A-do-Neves foi um projeto pessoal, no qual contei com pessoas muito chegadas para o levar avante. Ninguém faz nada sozinho. A essas pessoas, muito muito obrigado. Um agradecimento a todos os patrocinadores, são todos meus  amigos. Seriam incapazes de me negar fosse o que fosse. Um agradecimento à Câmara Municipal e à Junta de freguesia, não faltaram com nada. Um grande agradecimento a todos os participantes, juro que me cheguei a emocionar de tanta felicidade estampada nos rostos. Valeu muito a pena. E por último um agradecimento especial à minha família do Norte. Acho que melhor do que palavras para os descrever, foi o que ficou registado em fotos,  vídeos, áudios e sobretudo ao vivo. Pessoal vocês são os maiores, mesmo!
A decisão de não continuar o evento foi tomada antes da última prova. Havia um senão, a edição que faltava tinha de correr às mil maravilhas. E correu. Baseando-me na minha experiência, acho que temos que saber quando parar. Eu achei que era o momento. Tinha a ambição de que todas as pessoas que me ajudaram a tornar isto possível, ficassem ligadas a algo diferente de tudo o que já foi feito. Diferente para melhor. Acho que foi conseguido.
Não resisto a contar o episódio, no dia que contei ao Eduardo e à Bárbara, acho que em Maio.
“O pai já não vai fazer mais nenhuma São Silvestre A-do-Neves.”
Estávamos a almoçar, eles ficaram com o garfo a meio caminho da boca,  a olhar para mim. Tipo a pensar. “Então… Este indivíduo que é o nosso progenitor, passou-se!!!” 
Eles acompanharam sempre de perto todas as incidências e o respetivo sucesso. Eu depois acabei por lhe explicar o que escrevi nas linhas anteriores.

A preparação

No post anterior acabei por partilhar os três treinos longos que fiz. Escolhi os três percursos mais difíceis de treinos. Castro Verde, Semblana e por fim Albufeira. Tem em comum, zonas de vários kms de subidas e respetivas descidas. Era mesmo para cumprir serviços mínimos acordados.



Treinos técnicos, uma vez por semana quando era possível… Os de recuperação, sempre! A juntar a isso, mais uma corrida ou outra para manter a máquina ligada. Apesar de não correr na areia, os joelhos do menino não se dão bem com o impacto, quanto mais perto da água salgada e das gaivotas melhor. À beira mar só mesmo as deliciosas caminhadas!
Convencer-me a ir correr uma maratona mais tranquilo, sem preocupação de ritmos…. Estou à espera de acontecer… Primeiro tenho que prender o Diabo… O objetivo de correr abaixo das três horas mantinha-se!!!

Nem tudo eram espinhos…

Tinha uma vantagem em relação a muitas outras preparações. Nada de lesões, eu disse isso a tanta gente. Acho que estava a tentar arranjar todos os aspetos positivos para o melhor dos pratos da balança. Mas não haver lesões é mesmo um peso pesado… Disso ninguém tem dúvidas!
O cumprir minimamente um plano de treinos em Agosto e Setembro, que em  princípio me pareceu um grande quebra cabeças, tornou-se normal. Foi apelar ao minimalismo, não me ficar a queixar. Tirando  a brincadeira das publicações no Instagram. “Não é para me gabar, mas… Tou todo partido…”. Ficava mesmo todo partido, mas nada irreparável. Hoje em dia há colas tão boas… Siga!


Bruxelas 

Fiquei surpreendido por ter gostado tanto da cidade. Somos brindados com céu nublado, frio, chuva, uma cidade cinzenta. Acho que no Algarve, temos mais sol num ano, do que Bruxelas tem desde 1814… Mas a multiculturalidade existente, dá cartas. A simpatia está no ar, nisso nada tem de cinzento. Não se preocupem muito com os idiomas estrangeiros. Um empregado num restaurante fala 371 línguas diferentes... Incluindo  a de vaca (Não resisti!!!)
Como é que eu fico quando estou muito irritado? Fico roxo de tanta raiva... Fico a parecer um gorila!!!

Não quisemos ir fazer check a sítios. Era aproveitar o tempo e misturar-se com as pessoas. Terra a terra. Talvez com a exceção do Atomium, que fica um pouco mais deslocado. Mas vamos lá a ver, eu cresci a identificar Bruxelas com aquela estátua. Para mim é a Torre Eiffel belga. Acabou por valer a pena, tirar uma foto ou outra para mais tarde recordar.

Depois uma visita ao centro da cidade, zonas históricas misturadas com o aproveitamento comercial. Roulottes, esplanadas a invadir praças, ruas, becos. Muito boa onda no ar, gostei da aura que se respira.

Tínhamos que ir ver o menino que mija… Pois, não podia faltar. O rapaz urina como se não houvesse amanhã, aquilo deve ser problema de cerveja a mais. Toda a gente sabe que a cerveja obriga a idas extras à casinha. Ele não sei, mas grande parte das centenas de pessoas que fazem lá peregrinação, levavam uma ou outra a mais no bucho… Pela formam como peregrinavam!!!

French Fries, acreditem ou não. A especialidade de um país são batatas fritas. Foram consumidas, e comprova-se que são realmente boas.
Acabo tal como comecei, fiquei admirado de ter gostado tanto da cidade!

A prova 

Na véspera fiz o treino de adaptação ao ambiente, os tradicionais 6 km com a t-shirt da maratona do Porto 2015.

Sou capaz de já ter falado nisto (muitos risos), mas vou explicar outra vez. Eu na maratona do Porto 2015 fiz quatro kms, dos quais não me lembro nada, do 34 ao 38, e os últimos 4 até aos 42, foram de um dramatismo que não lembra a ninguém. A maratona de Bruxelas foi difícil, como irei descrever a seguir, mas comparada com o Porto 2015, nem deu para começar. E fazer uma tatuagem Porto 2015?! Por acaso… Não!
A prova foi um pouco o reflexo da preparação. Se não treinas como deve ser, não podes esperar milagres. Depois o percurso é cheio de dificuldades, esse sim o mais difícil de todos, vou deixar a foto da altimetria. Garantidamente, não é uma prova para “tempos”, nem para iniciantes na distância.
Com a intenção de correr abaixo das três horas, tive que me desgastar muito mais do que se tivesse outro histórico de treinos nos dois meses anteriores. Mas nunca perdi o norte, sofri um pouco mais do que o habitual durante a prova, mas nada de extraordinário. Estou  mais do que recuperado.

Vou fazer um copy paste de uma publicação que fiz entretanto no Instagram. Acaba por ajudar a explicar mais um pouco do  que foi a minha  Brussels Airport Marathon. Fala de classificação, pódios e coisas…


Como é hábito, faço as provas de trás para a frente. A maratona, tal como muitas outras coisas, não é como começa. É como acaba!
Fui apanhado perto do km 2  a passar o pacemaker das 2:59. Só já faltavam 40 km, um nadinha de nada…
A saber agora a classificação, devia de ter mais ou menos 50 atletas à minha frente. Tive a companhia, ainda que por breves momentos, de uns trinta atletas ao longo do resto da prova.
21º da geral, 3º do escalão e 1º português a chegar à meta.
Já faltei aos pódios do escalão no Alentejo, no Algarve, em Lisboa. Faltava agora numa maratona internacional… E sempre pelo mesmo motivo.
Tenho sítios para ir, coisas para fazer…
Mas não está mal a foto, não está mal não senhor!


Às vezes temos de ter mais cuidado com a imagem que passamos às outras pessoas. Faço esta nota introdutória por causa do resto da publicação.

O destaque final fica entregue ao comentário do meu irmão Eduardo, quando se cruzou comigo às oito horas de Domingo, na A-do-Neves.

“Então já cá estás, fizeste grande tempo, ainda dizias que não estavas em forma... Estás cá  com uma cara de esforço…”. 

Acho que o rapaz pensa que o irmão dele  nasceu em Kripton… Mas não foi o caso… Foi mesmo no Hospital Distrital de Faro.

Eduardo, os bons resultados deixam marcas de esforço, não há volta a dar! Sabes porquê?   Porque saem diretamente do... PÊLO!!!

(Forte abraço para o mano mais velho, um dos fãs de primeira linha deste atleta)

Boas corridas!


  • 14ª Bruxelas 2019 2h 55m. Rijeza