quarta-feira, 23 de maio de 2018

Helsinki City Marathon 2018. A minha 10ª, foi tirada a ferros!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Não escolhi o título mais óbvio, mas fui mesmo o primeiro português, envergando a camisola do Clube Atletismo de Lamas, a terminar a maratona de Helsínquia. Mais tarde voltarei a este assunto.

Nunca tinha experimentado tão curto intervalo entre duas maratonas. Houve dois fatores a condicionar esta decisão. 

O primeiro foi Barcelona 2018. Tal como disse no post dessa aventura, o facto de ter corrido à defesa, deixou-me com a sensação de que não tinha deixado desgaste excessivo no esqueleto, para que não pudesse pensar em fazer nova prova antes do descanso de Verão. Descanso esse que está relacionado com questões profissionais, e ao mesmo tempo com as elevadas temperaturas que se fazem sentir no Alentejo e Algarve. Nada convidativas a plano de treinos rigorosos, nada mesmo.

O segundo factor, foi o Azores Blue Island Ultra Trail // 70 Km de 2017. O ano passado no pós Roma 2017 fiz a preparação para o trail dos Açores por esta altura do ano. Apesar da desistência na prova, os treinos tinham corrido muito bem, é uma altura do ano com boas temperaturas para treinar. Isto tudo, para dizer que podia tentar arranjar uma prova, antes do Verão. Em que de certa forma aproveitasse os kms nas pernas da preparação de Barcelona, com mais uns ajustes no entretanto. A ideia foi cozinhada no avião de Barcelona para Lisboa. Faltava arranjar uma data que fosse exequível. Primeiro as questões pessoais, depois as profissionais, e os custos. Quando digo que uma maratona não é só o dia da prova, não é a brincar. E não falo só dos treinos, que são da minha responsabilidade. Existem mais pessoas a contribuir para que as coisas aconteçam dentro da tranquilidade. E garanto que não seria possível doutra forma.

Aparece assim no horizonte a maratona da  capital finlandesa, Helsinki City Marathon 2018. Faltava apenas saber como ia gerir os treinos. Em dois meses, recuperar de Barcelona, e preparar Helsínquia. Alterei a filosofia de treinos que costumo utilizar. Sem ser cansativo no discurso, digamos que mantive distâncias, mas não exagerei em nada na intensidade, salvaguardando sempre os ossos. Acabei por treinar à defesa. Tenho que ser sincero, andei sempre com ótimas sensações. Sensações de que não estava a fazer nada de exagerado.
E também com a informação pessoal, que pós Helsínquia, sairia do modo plano de treinos, que já leva quase seis meses, e entraria no modo treinos e corridas descontraídas nos próximos três meses. Essa informação ajudou muito ao compromisso com o plano.

Dentro desses dois meses estava o melhor dia do ano, 23 de Abril. O dia em que fez 16 anos que sou pai. Sou mesmo um privilegiado pelos filhos que tenho... Um privilegiado!!!

Havia ainda uma coisa ou outra na agenda do atletismo. Trilhos dos Pernetas 2.5, Corrida só para duros nos Moinhos de vento e a Meia maratona de Cortegaça.

Trilhos do Perneta 2.5
Os Trilhos do Pernetas 2.5, era o expoente máximo no que à organização de eventos diz respeito, que tínhamos entre mãos. Havia o ano anterior como modelo de sucesso, tínhamos que no mínimo manter a fasquia. Este ano com mais de oitocentos participantes, e a ter que rejeitar muita gente nos últimos dias. No meu caso, face à  distância, apenas posso colaborar com uma ideia parva ou outra. O nosso centro de inteligência não permite ter ideias espertas, isso já está muito gasto.
Vamos mais por caminhos por explorar, às vezes nem faço ideia como lá chegamos. No dia da prova foram mais questões logísticas de reconhecimento de percursos, manutenção de sinalização. Fazer com que todos os participantes tivessem a melhor experiência. Que nada corresse mal. Que feedback recebemos...
Para lá disso, havia uma delegação do Alentejo que ia participar na prova. O Eduardo Lobo, Ricardo Neves, João José, Marco Guerreiro. Um gosto enorme em “levar” esta malta lá acima. Estiveram presentes no meio dos Pernetas originais, dos genéricos, etc, etc. E no fim ainda ficaram em terceiro lugar por equipas na distância em que participaram. “Os Pernetas Alentejanos”, é malta cinco estrelas.
Vou ter que deixar aqui escrito no blogue.
A cara de satisfação daquelas centenas de pessoas, no pós prova, que vi no pátio da escola, a degustar a sandes de ovo estrelado com presunto e a bela da mini… É uma memória que já ninguém me tira. Não somos melhores do que ninguém, mas somos diferentes!!!

Corrida só para duros, Moinhos de vento 
Com o Luis Mestre à cabeça da organização, teve mais uma vez lugar a corrida só para duros, nos Moinhos de vento. Fui participar e levei companhia de luxo.
Houve uma altura em que a participante mais nova da família, já não estava muito pelos ajustes… “Mas tens a certeza que isto da caminhada são só 8 kms?!” Está quase… Era sempre a resposta!!! Nada que a grelhada mista no fim não fizesse esquecer.
Só uma palavra para a organização. Pessoal, eu não como carnes vermelhas, mas como frango… Fizeram uma dose individual de bifes de peru só para mim… A sério… Malta… Vocês estão cá dentro!!!

Meia maratona de Cortegaça 
A meia maratona de Cortegaça aparece na agenda como uma prova Perneta. Ou seja, uma prova com muita participação do Clube Atletismo de Lamas. E como ao nível pessoal, foi possível conciliar, lá vou fazer um treino/prova em família.
Fui deixado na praia de Cortegaça às oito da manhã, duas horas antes da prova, por dois elementos (Carlos, Nuno) que iam fazer uma maratona em dia de meia maratona.
Mas eram mesmo os únicos… Eu só me dou com gente maluca, ponto. Mas vistas bem as coisas, tinha mais tempo para o pequeno almoço. Não demorou nada e chegava o resto da maralha.
Tinha dito na véspera, ao jantar. Amanhã a ideia é fazer 1h 21m, não me quero desgastar muito para Helsínquia. Acabei por correr lado a lado com “irmão” Filipe, fiz de pacemaker.

Ele depois pagou duas cervejas pelos dois minutos que fez a menos do que estava à espera.  Vá, pagou também ao Nuno Silva. O nosso homem bala desta meia maratona, ganda Nuno (1h 14m). Incrível a quantidade de pessoas que se metem com o Filipe ao longo da corrida, até cansa só de ouvir. Forte, forte abraço para a família perneta que se cruzou comigo neste fim de semana.

Helsinki City Marathon 2018
A maratona de Helsínquia, apesar de ser numa grande cidade europeia, não é aquela prova tipicamente comercial. Já vai na 38ª edição, mas não tem intenções de aumentar o número de atletas inscritos. Vê-se pelos prémios que pagam aos vencedores. Catorze mil participantes nas quatro provas do evento. Dois mil e oitocentos deles, na maratona. Só para se ter uma ideia, Lisboa e o Porto, tem o triplo. A organização é zen, está sempre tudo bem. A feira onde se levanta o dorsal, é metade do tamanho da Primark de Portimão (risos)…
Já fui lá procurar qualquer coisa para a Bárbara, não me lembro o quê… Para a Bárbara teve ser uma peça de roupa de princesa… Isso de certeza!!!  Vá, não é uma feira muito grande (Ainda me estou a rir da comparação, é penar…).
Vamos lá ao que interessa. 42.195m feitos às três da tarde. Num percurso que não lembra a ninguém. A minha ideia sempre foi correr abaixo das três horas, na altura da inscrição, quando solicitado o objetivo, pus 2h 58m. Tinha visto a altimetria, os treinos tinham corrido bem, mas como já disse, sempre sem exagerar na intensidade.
O problema foi que a altimetria facultada, não tinha nada a ver. Vou pôr foto do registo Garmin. Era um sobe e desce constante, tal e qual uma montanha russa. Em linguagem de atletismo, um parte pernas do caraças. Cedo tive que recorrer à experiência, aos vinte e poucos kms já estava a gerir e a fazer a mim mesmo a pergunta. “Vamos ter Porto 2015??? Não aconteceu! Eu no Porto faleci ao km 35, e ressuscitei ao 38. Eu pelo menos não me lembro de nada, ao que consta não deixei de correr. Em Helsínquia, não chegou nem perto, estive sempre muito consciente. Mas as 2h 55m, foram mesmo tiradas a ferros.
Que tive que por muita gente ao barulho, lá isso tive. Quando corre um, corremos todos.
Tenho o hábito, nas vésperas das maratonas, dizer ao Eduardo, se te sentires cansado a determinada hora, é porque o pai precisou de te ir “buscar” para dar uma mãozinha. Já escrevi isto, mas vou repetir, o Eduardo e a Bárbara, dão sempre aquela passada mais difícil de dar. E desta vez deram uma ajuda tão importante. Mas a sério!!!

Helsínquia
Ainda deu para deambular um pouco sobre a capital finlandesa. Uma cidade, sem “aquele monumento”, mas imponente. Cosmopolita, muito organizada, e com um nível de vida muito lá em cima. Foi o sítio onde estive até hoje, onde se respira mais liberdade.
Para dizermos bem de uma coisa, não temos de dizer mal de outra. O meu país preferido é Portugal, de longe, mas fiquei surpreendido com a Finlândia, neste caso específico, Helsínquia. É incrível como a organização rigorosa  pode funcionar no melhor dos sentidos, de uma forma descontraída. Uma cultura surpreendente.
É tudo  muito caro, comparado com a nossa realidade. Mas fiquei mesmo muito bem impressionado.
Durante  a deambulação, entrei num bar de forma aleatória. A primeira visão foi uma garrafa de vinho de Borba na garrafeira… Motivo mais do que óbvio para conversa com os donos do bar. Ainda por cima vinho… Um assunto que domino tão bem. Foram buscar também o espumante Raposeira, são as duas marcas portuguesas que comercializam. Dizem que qualidade/preço, não dão hipóteses. Eu fiquei pela cerveja.
Muito boa, e cara pra caraças. Mas o “pior” foi quando me perguntaram o que andava ali a fazer. “Corri hoje a maratona”, respondi. Como é que se chama? Foram imediatamente aos telemóveis ver a classificação… Quase que tive de dar autógrafos… Você foi o 16º
daquela gente toda?!? Eu só queria beber uma cerveja descansado. Raios partam a garrafa de vinho de Borba!!! (Foi um pedaço de noite incrível!!!)

Suécia 
A viagem também me permitiu conhecer a Suécia, Estocolmo mais concretamente. O que dizer da Suécia?
Tem portas de embarque, zonas de restauração, zona duty free, portas de embarque, zonas de restauração, zona duty free, portas de…
Raios me partam se a Suécia não parece um aeroporto!!!! Vá, a cerveja não é má… E cara pra caraças!!! (escala 2h 10m)

Nota de rodapé 
Nas últimas duas maratonas que concluí, antes de Helsínquia, Roma e Barcelona, aproveitei de uma forma divertida as classificações para criar títulos de posts todos “pipis” para o blogue. Desta vez podia ter feito o mesmo. Mas posso estar a passar uma mensagem distorcida da minha forma de estar no atletismo.
Dois anos depois de começar nas corridas, e já com algum andamento ao nível amador, comecei a participar nas provas regionais. Rara era a participação em que não fazia pódio nos escalões.
Mas a verdade é que também foram raras as vezes que esperei pela entrega dos prémios. Na altura em que percebi que estava a entrar num espírito que não se coaduna com a minha forma de estar, deixei de participar.  Nada contra com quem pensa de forma diferente. O pessoal que aparece nestas fotos, o Manuel Ferraz, o Nuno Correia, o Felisberto Reigado, etc, etc, são pessoal
cinco estrelas. São todos da minha idade, com uma nuance. Eles começaram a correr aos 6 anos, eu comecei aos 36… Tinha que arranjar desafios em que passasse nos intervalos da chuva. E aí surge o interesse em correr maratonas comerciais. Com milhares de atletas, onde fosse só mais um. Curiosamente, na investigação sobre provas internacionais surge o papakilometros, blogue do “irmão” Carlos. Daí até me juntar aos Pernetas foi um pulinho. Aquela é que é a minha forma de estar. Diversão como base principal, competição, mas de forma interna, pessoal. 

Isto já vai tão longo…

Mas ainda vou contar duas histórias dos meus pódios preferidos.
Um dia destes ao abastecer nas bombas de Almodôvar, onde passo mais vezes a correr, comentava com o senhor a escalada de preços dos combustíveis. Quando o homem se vira pra mim. “Ainda você é daqueles que mais  poupa  em combustível!” Como assim? Perguntei. “Então você já viu bem a quantidade de kms que você faz a correr, é que você dá-lhe grandes doses homem…”
O segundo episódio passou-se num almoço de produtores de vinho caseiro em Almodôvar.
Participei no lugar do meu irmão, que não pôde marcar presença. O que uma pessoa não faz pela família… O senhor que estava à minha frente olhou para mim e perguntou. “Não era você que ia a correr esta madrugada na estrada nacional?” Era, sim! Respondi. “Epá, no outro dia encontrei-o perto de Castro Verde, vejo-o  sempre por todo o lado a correr… Épa você corre o raio que sa farta!!!” 
Eu não sei o nome destas duas pessoas, eles não sabem o meu, nem que fiz esta ou aquela maratona. Mas são duas pessoas que me conhecem. As palavras que me dirigiram foi com estima, gosto e sinceridade. Estes é que são os meus pódios preferidos.  

Deixo um agradecimento sincero à forma carinhosa como sou tratado neste mundo da corrida. Onde treino, quem me segue e torce por mim, com quem treino, convivo, colegas de clube, e às pessoas mais próximas. Acreditem que a mensagem passa. Às vezes deixam-me sem jeito…
Muito, muito obrigado!

Boas corridas 




sábado, 17 de março de 2018

Luis Lobo, o 2º português a concluir a Maratona de Barcelona 2018.

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Luis Lobo o 2º português a terminar a maratona de  Barcelona 2018, envergando a camisola do Clube Atletismo de Lamas… Déjà vu???... Pois, foi só alterar um lugar e a cidade, (1º e Roma)!!!
Tenho que aproveitar estes títulos, nunca me passou pela cabeça escrever tais coisas. Tal como disse da última vez, sei que existem muitos atletas com tempos muito melhores. Mas o que hei-de fazer… Eu estava lá...E  assim faço títulos de posts para o blogue todos catitas. Esta prova teve mais de 17000 participantes. Mais de 13000 concluíram, muitas nacionalidades, muitos portugueses face à proximidade territorial. 228º da geral, 115º do escalão, e 2º português.
Ser o 2º português... Fico só contente por isso. A classificação é um pormenor.
Numa análise mais séria, podia ter sido muito melhor, o Luis de Barcelona, ficou a seis longos minutos do Luis de Roma!!! Porquê? Porque o dia em que se faz uma maratona, é somente a ponta do Iceberg.
A parte que fica submersa tem pano para mangas. Qualquer maratonista experiente explica. O difícil não é fazer a maratona, o difícil são os treinos para a mesma.
A preparação para esta prova foi das mais ricas em conteúdo. Começou em Outubro, com a desistência em Lisboa 2017, a sugestão de Barcelona por parte da família do Norte (Bruno e Moreira), a erradicação de provas, o aumento do núcleo duro da minha família. Então não é que nasce o meu sobrinho, Lourenço Lobo, dia 4 de Dezembro... Ainda bem a tempo de participar numa prova que eu estava a organizar, a São Silvestre A-do-Neves, com apenas 24 dias. Espero que o moço tenha mais juízo do que o tio… Vá, e do que o pai!!!
A preparação de  Barcelona teve ainda o Natal, o Ano Novo, os Reis, os 25 dias de licença de paternidade do meu irmão, 58  jantares de Natal, com o Filipe, o Ricardo, com o meu irmão. Jantares de Natal da empresa, com o meu irmão,  jantares de Natal com o Zé Lagoa, com o Hélder, com o meu irmão. Com o Rui, com o João, com o meu irmão, com mil pessoas. Acho que até cheguei a jantar com os meus filhos… E com o meu irmão!!!
Já que estou a falar de atletismo, nem sempre acontece, vou deixar as minhas pontas de Icebergs. Está ali uma carga de trabalho submerso… Decidi dar-lhe nome, com uma palavra apenas.




Em quatro anos e meio, não é mau. Muito trabalho “debaixo de água”. Todas elas com direito a post individual no blogue.
Desde que comecei as corridas nunca tinha falhado uma meia-maratona da ponte 25 de Abril. Quiseram as incidências, apesar da prova se realizar no mesmo dia da maratona de Barcelona, que acabasse por não perder a passagem na antiga ponte Salazar. Quero acreditar que foi por eu não poder participar. Ou pelo mau tempo. Ou por um ou outro parafuso a menos no tabuleiro da mesma.
Foram para Sete Rios, incomodar a “rapaziada” do jardim zoológico. Os animais ao Domingo já tem que aturar pouca gente… Ainda agora... Os runners… Por acaso no Jardim Zoológico também há um desporto muito engraçado. Para os que se vão meter com as jaulas dos chimpanzés.
O arremesso de fezes à cabeça dos mais engraçadinhos, lembro-me de assistir, de longe, nas excursões da escola primária. Um “desporto” deveras hilariante...
Resumindo… Deixar um abraço a todos os colegas que participaram, o irmão mais velho, o Zé Gonçalo, o Nuno, etc, etc. Apesar de todas as alterações realizaram ótimas prestações. Não foi a mesma coisa… Não foi por não passarem a ponte…Foi por eu não ter estado com eles!!! Convencido?! Não! Então, como é óbvio gostava muito de lá estar. São outra parte da minha família das corridas!
Eu decidi que sou a favor da independência dos Catalães. E também decidi que sou a favor da independência dos espanhóis da Catalunha. Pois, eu disse que ia sentir o pulso da população. Eu tenho na minha posse a solução para os problemas da região.
Não vou gastar energias com ideologias, porque tenho mais coisas para fazer. Vou deixar uma solução óbvia, prática, e barata. Temos que olhar aos gastos. O referendo mostrou a população dividida, e eu sei como dividir. Las Ramblas!!!
A capital da Catalunha é Barcelona, e a capital de Barcelona são as Ramblas, pelo menos para mim. As Ramblas é uma avenida onde as pessoas vão andar… Num extremo a Praça da Catalunha, do outro a estátua do Cristóvão Colombo. Como disse antes, um sítio onde se vai andar. São também muito conhecidas por ser um dos sítios do mundo com mais assaltos por minuto. Há pessoas, que vão lá só para ser assaltadas. Quem está nas Ramblas é a Marilyn Monroe, numa varanda. Está bem conservada a moça. As Ramblas tem também um mercado com muitas frutas coloridas, La Boqueria.

Dá a impressão de não ser para comer, só para ver. As Ramblas tem ainda 468 lojas paquistanesas, é uma coisa muito característica da região... No fundo tem tudo e mais alguma coisa.
Bom, vamos lá à minha opinião para solucionar o problema entre Catalães e Espanhóis. A solução passa por criar uma linha imaginária, com início nas Ramblas, como é óbvio. Quem for a favor da independência passa para um dos lados da linha, e ficam a denominar-se Ramblães . Contra a independência, do outro lado, os Ramblóis . Depois ao Domingo, vão todos para as Ramblas... Às lojas paquistanesas, andar, comer fruta, ver a Marilyn, ser assaltados... Mais simples não há!
À parte de brincadeiras, Barcelona é uma cidade como deve ser. Tinha que ser vista com mais tempo, fica para outra altura. Só um ponto negativo. Curiosamente comum a Roma, o cheiro a esgotos. Eu compreendo, é um problema que afeta a maior parte das cidades grandes. Também não falta um bocadinho de antipatia espanhola, eles teriam tanto a aprender com os portugueses. No cômputo geral gostei muito da cidade, pena só o pouco tempo para deambular.
Passo da cidade para a organização da prova. Só um aspeto negativo. O pack dado ao atleta podia ser melhor. O resto, um espetáculo. Fiz a 40ª edição da maratona de Paris, e agora vim fazer a 40ª edição da maratona de Barcelona. Está tão bem organizado que nem nos apercebemos da quantidade de pessoas que participam. Em organização, até agora, só suplantada por Paris. Mas classificação cinco estrelas. Muito bom.
O facto de ser uma operação “Pernetas on tour”, faz com que os dias se tornem MUITO pequenos. Acho que fizemos 325 kms na véspera da maratona. Tínhamos que ir a sítios… E quando um vai… Vamos todos!!!
Como é que eu descrevo a nossa postura Perneta…
Imaginem uma avenida (pode ser La Rambla), e queremos ir a determinado sítio. Vamos pelo caminho mais simples? Não! Vamos pelo caminho que um qualquer decidir… Nem que seja só para depois ficar a “azucrinar” a cabeça do idiota em questão… Que escolheu o pior sítio. Ninguém fica pra trás, aconteça o que acontecer. Que maralha!!!
Bruno, Zé Coelho, Zé Moreira, Filipe Fontes, Hélder Silva. Uma equipa de luxo. Faltou o Perneta Mor, Carlos Cardoso. Dissemos pouco mal dele, dissemos…Tivesses vindo!
Nas maratonas, tenho hábito de fazer um treino de adaptação ao meio ambiente na véspera, seis kms.
Consegui fazer o treino já noite dentro, tivemos que ir a  sítios… Mas acabou por correr bem, com a camisola da maratona do Porto 2015, como é tradição.
Em relação à prova, tinha confidenciado a muita gente que o objetivo era o minuto 55, fiquei no minuto 54. Juro que houve uma altura que percebi que podia entrar no minuto 53, mas não forcei. Como se pode ver nos registos que deixei, esse minuto já está registado, em Madrid.
Foi talvez a maratona que levei mais insegurança. Depois de uma desistência e muitos meses sem entrar em provas. Estava proibido pelo treinador. Os treinos dão confiança, mas uma prova ou outra dá a aferição de forma em “competição”. Foi uma espécie de birra.
Com um percurso duro, e vento, acabei por correr sempre à defesa, nada de aventuras, o principal objetivo era terminar abaixo das três horas. Foi gerir e acabar super tranquilo.
Como isto não é só corrida, esta maratona tem uma dedicatória especial, é dedicada aos meus filhotes, em especial ao Eduardo.
Boas corridas

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

3ª Escalada ao Alto do Malhão. Correu muito bem.

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
3ª Escalada ao Alto do Malhão.
Com algumas condicionantes, lá consegui participar nesta terceira edição. Como já tenho dito, isto não é só corrida. Na verdade, foi num “intervalo da chuva”. E por isso, vá lá um mini post, só para deixar a coisa arquivada onde deve ser.
Tive a ideia em 2016. E porque não fazer a subida do Malhão um pouco antes do final de etapa da volta ao Algarve. Sim, já a fiz várias vezes sozinho em treino, e a sofrer como deve ser. Mas a ideia englobava diversão, o sofrimento ficava para outros rosários. Para isso convidei o meu irmão e o Zé Gonçalo. Com a parte laboral a impedir o Eduardo, sobrei eu e o Zé. Correu muito bem.
Em 2017 tivemos os reforços, Eduardo e Ricardo. Duplicação de participantes. Correu bem?! Correu muito bem.
Este ano tínhamos mais pessoal com vontade de participar, mas pelos mais variados motivos, não puderam.  A comitiva chegou ao alto do Malhão com sete elementos. “O oitavo passageiro”, já lá estava. E apesar de ser nome de filme de aliens, o oitavo passageiro não era extraterrestre. Um runner que andava por ali a deambular, juntou-se ao grupo.
Coincidência ou não, conseguimos duplicar a participação do ano anterior. Eu, Eduardo Lobo, Zé Gonçalo, Ricardo, José Ribeiro, João José, Marco, e o José Luis. E mais uma vez correu muito bem.
Para o ano há mais.
Fica o vídeo do evento. Como disse no início, apenas um mini post. 
Boas corridas. 



sábado, 6 de janeiro de 2018

2ª São Silvestre A-do-Neves. Muito obrigado!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
2ª São Silvestre A-do-Neves. 
Na primeira edição deste evento, lembro-me, uma hora depois da maior parte do pessoal se ter ido embora, ter este pensamento. 
“Se organizar a 2ª edição, fazemos isto, fazemos aquilo, fazemos assim, fazemos assado…” (e não é que fizemos assados mesmo!!!)
O esqueleto da prova ficou definido nessa noite. Como é óbvio, sofreu muitas alterações. Surgiram opiniões, sugestões, de muita gente. Foi tudo acolhido. Umas ideias complementaram outras. E isso é que tem de ser sublinhado. Esta é uma prova de muita gente, eu apenas liguei as pontas. Com o meu irmão a ser o braço direito da coisa.
Tenho que fazer um parêntesis.
Numa altura em que organizavam-mos festas de Verão, fizemos no Centro Cultural A-do-Neves um torneio de sueca. Pus alguma originalidade nos prémios, originalidade e sigilo. Não podíamos ser copiados, tinha que haver o efeito surpresa.
Conseguimos pôr a jogar 200 equipas, ou seja, 400 pessoas, mais acompanhantes. No Centro Cultural A-do-Neves e arredores (na zona de partida da São Silvestre A-do-Neves), andavam mais ou menos 500 (!!!) pessoas.  Acho que foi o dia, em toda a minha vida, que me chamaram mais nomes, nada abonatórios. A mim e a todos os que estavam na organização. Lembro-me que passei na zona do bar no fim da tarde. Parecia que tinha passado um tsunami. Sobraram as pessoas do staff. Pelo menos ninguém foi dado como desaparecido até hoje…
Fiz este parêntesis, para explicar que em nenhuma altura estive preocupado com a quantidade de pessoas que se podiam inscrever. Até tive que brincar com a situação, e pôr as inscrições limitadas a 10500 pessoas. Sim, chegara-me aos ouvidos algumas preocupações (algumas insólitas). Tudo normal para quem não conhece as pessoas envolvidas.
Eu não tenho nada contra quem joga sueca, mas os runners são malta mais paciente.
Também fui questionado sobre o pessoal que viria do norte, os meus colegas de clube e respetivas famílias. Um autocarro de pessoas é muita gente. Esses eram os que me davam menos preocupação. Vamos lá a perceber. Então eu faço parte do clube por alguma razão… Deve ser porque sou bem tratado (não vou aqui agora falar de uma ameaçazita ou outra). Então… Eles são familiares… Não vem na árvore genealógica. É aquela família que vamos encontrando ao longo da vida. E depois ainda são simpáticos, as pessoas ficaram a gostar deles. Não sei quanto pagaram por isso!!!
Outra coisa a sublinhar, foi a adesão espontânea dos populares. Em primeiro lugar destacar a parte dos doces. Sim, nós sugerimos, se houvesse uma pessoa ou outra, que quisesse fazer um bolo. Para nós tudo bem. Não estava era à espera de tanto. No aspeto logístico tinha tudo pensado, mas precisávamos de mão de obra. No dia da corrida havia pessoas para tudo e mais alguma coisa. Foi espetacular. Foi mesmo aquele espírito de Festas de Verão, foi muito bom!!! 
Não vou individualizar agradecimentos, iria ser injusto de certeza absoluta. Vou agradecer de forma mais “geral”.
Em primeiro lugar, os apoios mais formais. 
À Câmara Municipal de Almodôvar, por tornar possível este evento. Quer na parte logística, apoios, organização. O facto de a prova ser não competitiva, não quer dizer que não houvesse muito profissionalismo. Muito mesmo. Ajudaram a dar corpo ao que idealizei. 
Depois à Junta de freguesia do Rosário. Apoiaram incondicionalmente todas as solicitações. A parte das bebidas, dos prémios, foi tudo suportado pela junta de freguesia.
Ainda formalmente, à União de de freguesias de Santa Clara-Gomes Aires. Que gentilmente nos emprestou o pórtico.
Depois os apoios menos formais. Menos formais, mas mais saborosos.
Do ano passado, transitavam os apoios da empresa Luis e Mateus, e da Queijaria Monte do Pereiro. Enchidos, e queijos respetivamente. Dizer que da parte de Luis e Mateus, este ano ainda juntaram aos enchidos, carne para grelhar na brasa. Foi uma oferta muito bem recebida pelos participantes… Ainda do ano passado, a Quinta do Lobo (Eduardo Lobo), a fornecer o vinho tinto.
Este ano, José Luis Brito Madeira, foi a primeira novidade, ao oferecer um leitão assado. Seguiu-se a pastelaria Sarita com os magníficos bolos Rei. As padarias de Mário José Mestre, e Antónia Duarte, ao oferecerem o pão para acompanhar as “proteínas”. Também no vinho apareceu mais uma oferta. Sebastião Madeira, também quis trazer a sua “pomada”. E por último o João Dores, que quis dar aos participantes as azeitonas por si "adoçadas". 
Um agradecimento a todos os que comigo colaboraram, de forma a tornar tudo isto possível. É mesmo muita gente. Muito obrigado!
Agora um agradecimento para todos os participantes, foram eles que trouxeram dimensão e sentido à prova. Muito, muito obrigado a todos.
A prova tinha uma finalidade, foi mais que atingida. Eu tinha ficado sensibilizado com a alegria que tinha visto nos rostos da edição anterior. A promessa era duplicar esses rostos. Foi superado em muito…
Fica para o fim a menção ao meu clube. Clube Atletismo de Lamas. Escrevi numa publicação, “Clube Atletismo de Lamas, não é um clube melhor do que os outros. É diferente!”
Carlos, tens de ter aulas de Matemática…
Disse-me numa das minhas viagens a norte. 
“Epà, já que vais organizar a prova, vamos uns sete  oito pernetas lá a baixo”.
Sete ou oito?! Não estudes que não é preciso. É por isso é que é um clube diferente. Tem pessoas que não percebem nada de matemática… Só por isso!!!
Muito obrigado por tudo pessoal. Foi um orgulho enorme tê-los recebido. Como já disseram em vários sítios, que valeu a pena a viagem de quase 1000 kms em 18 horas. É a opinião de um autocarro de pessoas (dá para acreditar?!). Agora não há volta a dar. Está dito.
Do fundo do coração, muito, muito obrigado!!!
Vou buscar uma ideia que deixei no início. 
“Eu não tenho nada contra quem joga sueca, mas os runners são malta mais paciente.”
Ou então, ao contrário dos participantes na sueca, os runners não “emborcaram” paletes e paletes de barris de imperial numa tarde/noite inteira. Outra diferença foi, que nesta prova venceram todos. E na sueca todos queriam ganhar o primeiro prémio... Todos queriam ganhar a Vaca...
Quem é que sabe?! Pode ter feito toda a diferença...
Boas corridas!