quarta-feira, 27 de novembro de 2019

27 de Setembro 2020


A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição.
BMW BERLIN-MARATHON


CONGRATULATIONS: You made it!


RegistrationID: ...

Dear Luis Lobo,

We are happy to share the good news with you that your personal best marathon time has secured you for a starting spot in the BMW BERLIN MARATHON 2020!

What this means for you:

  1. You can start looking forward to September 27, 2020!


  2. Please note your personal RegistrationID: ... - you might need it a few times until the event day.


  3. Please watch your...

We look forward to welcoming you in Berlin for the BMW BERLIN-MARATHON on September 27, 2020!

Your BMW BERLIN-MARATHON TEAM!


  Olympiapark Berlin | Hanns-Braun-Straße/Adlerplatz
  14053 Berlin | +49 (0)30-30 12 88 10


          




Ficar de fora da Maratona de Berlim 2018, foi a maior frustração desde que comecei a correr esta distância. 

Para participar na Maratona de Berlim de 2018 o CAL levou à lotaria de vagas, em Outubro 2017, quinze ou dezasseis elementos. Metade foram sorteados. Eu fiquei na outra metade… Foi mesmo por não poder ter participado na experiência com o grupo, só por isso.
Desisti de querer ir correr a Berlim?! Tenho dificuldade em conjugar o verbo desistir. Mas muito...

Fui ler o regulamento para saber as formas que havia de participar para lá da lotaria. Há vagas garantidas através das agências de turismo e instituições de caridade. Como é óbvio, torna a experiência muito mais cara. Mas foi também nessa consulta que fiquei a saber de outra maneira de poder participar, sem ir a sorteios.


“Faster runner"

Com a idade  que ia fazer a inscrição, no passado mês de Outubro, bastava ter um tempo abaixo das 2:55, no ano transato. Mandei Amsterdão 2:48, Marrakesh 2:52 e Estocolmo 2:54. Com o tempo de Amsterdão… Dei sete longos minutos de folga… Sim, estou contente. Ainda por cima saiu-me do pêlo.


Maratona de Berlim 

Como dizem algumas pessoas (eu também digo) de Messi, os jogadores de futebol são todos iguais, só que há um mais igual do que os outros… Nas maratonas, são seis que são mais iguais!
A maratona de Berlim é uma das Majors. Chicago, Londres, Boston, Nova York, Berlim e Tóquio. Por algum motivo estas provas tem designação diferente. Ganharam prestígio pela sua existência, forma, conteúdo. Imaginem que a maratona de Boston tem quase tantas edições como a minha idade. No próximo ano vai para a 123ª edição. Lembro-me tão bem da primeira…
Não tenho ambição de fazer as Majors só porque sim, de todo. Mas a cidade de Berlim está aqui muito à mão. Londres também está, mas é  uma complicação ainda maior para participar… Dá menos abébias a estrangeiros… Desistir?! Naaahhh!

Não faço ideia se vou poder participar na prova. Não faço festejos antecipados. Se não aparecerem lesões e os ossos o permitirem, lá estarei dia 27 de Setembro de 2020. Sou otimista por natureza. É deixar a vida seguir a ordem natural das coisas (e as tais lesões bem longe…). Já escrevi aqui alguma vez que, “a vida segue sempre um caminho?” É uma das frases que me acompanha desde sempre.

Se achasse que este mail que recebi hà bocado não tem já a sua devida importância, independentemente do resto, nunca tinha vindo escrever este post. É uma conquista pessoal. 

Boas corridas.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Bruxelas 2019. A faltar aos pódios, desde 1890...


A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!



O início 

“Porque é que não vais fazer a maratona de Lyon connosco.”

Foi mais ou menos assim que começou a maratona de Bruxelas, no Verão de 2018. 
Uma conversa entre mim, o Maurice e o António. O Maurice está casado com a minha prima Cristelle, e o António com a minha prima Maria, vivem em  Lyon. Eles tem um grupo de corrida, “As Charrette”. Grupo que costuma participar em maratonas e trails de longas distâncias. À proposta respondi que já tinha corrido em França, Paris 2016. Aliás, de todas as provas que fiz, é a única maratona que não me importo de repetir. Lyon estava fora dos planos, sugeri Bruxelas porque a nível logístico seria o mais próximo para eles. Houve acordo de princípio, faltava deixar passar o tempo. Mais tarde era afinar estratégias. E uma lesão do Maurice tudo levou… Teve que arrepiar caminho, parar para ver. Ele era o elo da operação… A vida segue o seu caminho. Siga!

Entretanto…

Ao longo do tempo houve várias conversas dentro da alcateia. Para nós esteve sempre em aberto ir na mesma. Até uma última conversa no pós Estocolmo… Reservo, inscrevo-me ou não?! Com a Bárbara a dizer. “Marca já antes que haja outra coisa qualquer”. O Eduardo concordou… Portanto… Siga!

Ir com os miúdos visitar  uma capital europeia já é motivo mais do que suficiente para a viagem. Depois juntava-se o desafio de preparar uma maratona durante o núcleo duro do Verão. Pessoalmente tinha ainda outro foco de interesse, queria criar um paralelismo para 2020. Para o ano,  com os meus tempos, dispenso sorteio na maratona de Berlim, tenho entrada direta.  Berlim é uma das Majors, se puder, quero participar. A prova na capital alemã é um fim de semana antes de Bruxelas. Um hipotético plano de treinos… É ainda mais… VERÃO!!!
Depois de preparar a logística, foi só esperar pela altura de começar o plano de treinos. Não havia dúvidas das dificuldades que iriam aparecer. Foi estabelecer um mínimo, custasse o que custasse. Ficou mais feio quando me inteirei da altimetria do percurso… Mas a sério?! Vou deixar passar o tempo, e mais perto logo vejo… 

Vou ter que fazer um parêntesis…
(São Silvestre A-do-Neves)

Era para ter abordado este tema na publicação anterior. Só que na altura acabei por me esquecer completamente .
A São Silvestre A-do-Neves foi um projeto pessoal, no qual contei com pessoas muito chegadas para o levar avante. Ninguém faz nada sozinho. A essas pessoas, muito muito obrigado. Um agradecimento a todos os patrocinadores, são todos meus  amigos. Seriam incapazes de me negar fosse o que fosse. Um agradecimento à Câmara Municipal e à Junta de freguesia, não faltaram com nada. Um grande agradecimento a todos os participantes, juro que me cheguei a emocionar de tanta felicidade estampada nos rostos. Valeu muito a pena. E por último um agradecimento especial à minha família do Norte. Acho que melhor do que palavras para os descrever, foi o que ficou registado em fotos,  vídeos, áudios e sobretudo ao vivo. Pessoal vocês são os maiores, mesmo!
A decisão de não continuar o evento foi tomada antes da última prova. Havia um senão, a edição que faltava tinha de correr às mil maravilhas. E correu. Baseando-me na minha experiência, acho que temos que saber quando parar. Eu achei que era o momento. Tinha a ambição de que todas as pessoas que me ajudaram a tornar isto possível, ficassem ligadas a algo diferente de tudo o que já foi feito. Diferente para melhor. Acho que foi conseguido.
Não resisto a contar o episódio, no dia que contei ao Eduardo e à Bárbara, acho que em Maio.
“O pai já não vai fazer mais nenhuma São Silvestre A-do-Neves.”
Estávamos a almoçar, eles ficaram com o garfo a meio caminho da boca,  a olhar para mim. Tipo a pensar. “Então… Este indivíduo que é o nosso progenitor, passou-se!!!” 
Eles acompanharam sempre de perto todas as incidências e o respetivo sucesso. Eu depois acabei por lhe explicar o que escrevi nas linhas anteriores.

A preparação

No post anterior acabei por partilhar os três treinos longos que fiz. Escolhi os três percursos mais difíceis de treinos. Castro Verde, Semblana e por fim Albufeira. Tem em comum, zonas de vários kms de subidas e respetivas descidas. Era mesmo para cumprir serviços mínimos acordados.



Treinos técnicos, uma vez por semana quando era possível… Os de recuperação, sempre! A juntar a isso, mais uma corrida ou outra para manter a máquina ligada. Apesar de não correr na areia, os joelhos do menino não se dão bem com o impacto, quanto mais perto da água salgada e das gaivotas melhor. À beira mar só mesmo as deliciosas caminhadas!
Convencer-me a ir correr uma maratona mais tranquilo, sem preocupação de ritmos…. Estou à espera de acontecer… Primeiro tenho que prender o Diabo… O objetivo de correr abaixo das três horas mantinha-se!!!

Nem tudo eram espinhos…

Tinha uma vantagem em relação a muitas outras preparações. Nada de lesões, eu disse isso a tanta gente. Acho que estava a tentar arranjar todos os aspetos positivos para o melhor dos pratos da balança. Mas não haver lesões é mesmo um peso pesado… Disso ninguém tem dúvidas!
O cumprir minimamente um plano de treinos em Agosto e Setembro, que em  princípio me pareceu um grande quebra cabeças, tornou-se normal. Foi apelar ao minimalismo, não me ficar a queixar. Tirando  a brincadeira das publicações no Instagram. “Não é para me gabar, mas… Tou todo partido…”. Ficava mesmo todo partido, mas nada irreparável. Hoje em dia há colas tão boas… Siga!


Bruxelas 

Fiquei surpreendido por ter gostado tanto da cidade. Somos brindados com céu nublado, frio, chuva, uma cidade cinzenta. Acho que no Algarve, temos mais sol num ano, do que Bruxelas tem desde 1814… Mas a multiculturalidade existente, dá cartas. A simpatia está no ar, nisso nada tem de cinzento. Não se preocupem muito com os idiomas estrangeiros. Um empregado num restaurante fala 371 línguas diferentes... Incluindo  a de vaca (Não resisti!!!)
Como é que eu fico quando estou muito irritado? Fico roxo de tanta raiva... Fico a parecer um gorila!!!

Não quisemos ir fazer check a sítios. Era aproveitar o tempo e misturar-se com as pessoas. Terra a terra. Talvez com a exceção do Atomium, que fica um pouco mais deslocado. Mas vamos lá a ver, eu cresci a identificar Bruxelas com aquela estátua. Para mim é a Torre Eiffel belga. Acabou por valer a pena, tirar uma foto ou outra para mais tarde recordar.

Depois uma visita ao centro da cidade, zonas históricas misturadas com o aproveitamento comercial. Roulottes, esplanadas a invadir praças, ruas, becos. Muito boa onda no ar, gostei da aura que se respira.

Tínhamos que ir ver o menino que mija… Pois, não podia faltar. O rapaz urina como se não houvesse amanhã, aquilo deve ser problema de cerveja a mais. Toda a gente sabe que a cerveja obriga a idas extras à casinha. Ele não sei, mas grande parte das centenas de pessoas que fazem lá peregrinação, levavam uma ou outra a mais no bucho… Pela formam como peregrinavam!!!

French Fries, acreditem ou não. A especialidade de um país são batatas fritas. Foram consumidas, e comprova-se que são realmente boas.
Acabo tal como comecei, fiquei admirado de ter gostado tanto da cidade!

A prova 

Na véspera fiz o treino de adaptação ao ambiente, os tradicionais 6 km com a t-shirt da maratona do Porto 2015.

Sou capaz de já ter falado nisto (muitos risos), mas vou explicar outra vez. Eu na maratona do Porto 2015 fiz quatro kms, dos quais não me lembro nada, do 34 ao 38, e os últimos 4 até aos 42, foram de um dramatismo que não lembra a ninguém. A maratona de Bruxelas foi difícil, como irei descrever a seguir, mas comparada com o Porto 2015, nem deu para começar. E fazer uma tatuagem Porto 2015?! Por acaso… Não!
A prova foi um pouco o reflexo da preparação. Se não treinas como deve ser, não podes esperar milagres. Depois o percurso é cheio de dificuldades, esse sim o mais difícil de todos, vou deixar a foto da altimetria. Garantidamente, não é uma prova para “tempos”, nem para iniciantes na distância.
Com a intenção de correr abaixo das três horas, tive que me desgastar muito mais do que se tivesse outro histórico de treinos nos dois meses anteriores. Mas nunca perdi o norte, sofri um pouco mais do que o habitual durante a prova, mas nada de extraordinário. Estou  mais do que recuperado.

Vou fazer um copy paste de uma publicação que fiz entretanto no Instagram. Acaba por ajudar a explicar mais um pouco do  que foi a minha  Brussels Airport Marathon. Fala de classificação, pódios e coisas…


Como é hábito, faço as provas de trás para a frente. A maratona, tal como muitas outras coisas, não é como começa. É como acaba!
Fui apanhado perto do km 2  a passar o pacemaker das 2:59. Só já faltavam 40 km, um nadinha de nada…
A saber agora a classificação, devia de ter mais ou menos 50 atletas à minha frente. Tive a companhia, ainda que por breves momentos, de uns trinta atletas ao longo do resto da prova.
21º da geral, 3º do escalão e 1º português a chegar à meta.
Já faltei aos pódios do escalão no Alentejo, no Algarve, em Lisboa. Faltava agora numa maratona internacional… E sempre pelo mesmo motivo.
Tenho sítios para ir, coisas para fazer…
Mas não está mal a foto, não está mal não senhor!


Às vezes temos de ter mais cuidado com a imagem que passamos às outras pessoas. Faço esta nota introdutória por causa do resto da publicação.

O destaque final fica entregue ao comentário do meu irmão Eduardo, quando se cruzou comigo às oito horas de Domingo, na A-do-Neves.

“Então já cá estás, fizeste grande tempo, ainda dizias que não estavas em forma... Estás cá  com uma cara de esforço…”. 

Acho que o rapaz pensa que o irmão dele  nasceu em Kripton… Mas não foi o caso… Foi mesmo no Hospital Distrital de Faro.

Eduardo, os bons resultados deixam marcas de esforço, não há volta a dar! Sabes porquê?   Porque saem diretamente do... PÊLO!!!

(Forte abraço para o mano mais velho, um dos fãs de primeira linha deste atleta)

Boas corridas!


  • 14ª Bruxelas 2019 2h 55m. Rijeza















sábado, 21 de setembro de 2019

Estágios com desnível negativo, e coisas...



A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!

Como já vem sendo hábito, tiro umas peças do Instagram, junto mais uma observação ou outra e arranjo um post para o blogue. Eu tenho que arranjar maneira de não me sentir tão culpado por deixar este espaço às moscas!

O título da publicação pode fazer parecer que o mundo está virado de cabeça para baixo, mas não está. Digo isto, porque por norma, os atletas de alta competição fazem estágios em altitude (muito) positiva. A rarefação do ar, as dificuldades que isso põe aos desempenhos. Treinar e ao mesmo tempo fazer operações matemáticas. Para que o cérebro tenha muito com que se preocupar, logo mais difícil se torna a concentração no esforço. Tipo, saber a raiz quadrada de 549 ao cubo, enquanto se fazem 36 séries de 400 metros abaixo da velocidade da luz… Enfim, coisas triviais…. É mesmo por isso é que eu sou um atleta de baixa competição. Faço as coisas ao contrário. Deito-me de papo para o ar na areia à espera que o treino interiorize... Na altura em que tirei a foto do cabeçalho estava mais ou menos a -4. E… Não “queimei" o telemóvel por um triz…


“Como a maior parte das aventuras, também a  visita à capital Belga começa com uma meia maratona em ritmo moderado. Não raras vezes no percurso hoje utilizado. A meia maratona da Barragem do Monte Clérigo. Quantas vezes já fiz este percurso? Muitas, muitas vezes! Vamos lá a ver, até se justifica. Mandei fazer esta barragem exatamente a 10,5 km de casa. Só para ter uma referência na volta, para esta distância específica, não precisa GPS, 21.095 km. Convém utilizar!
Brussels Airport Marathon, início de Outubro. A parte mais dura do plano, é de 15 de Agosto a 15 de Setembro. Dada a temperatura ambiente nesta altura do ano, tem tudo para correr bem…
Diz-me a experiência, que existem pelo menos seis ordens de razões, que dificultam em muito o compromisso com um plano de treinos, transversal a Julho,  Agosto e Setembro. 1ª muito calor, 2ª  preguiça, 3ª muito calor, 4ª preguiça, 5ª preguiça, e por fim, a 6ª, muito calor!!! Tem ainda um Plus. Em todos os sítios que li sobre o evento, não aconselham a prova a atletas inexperientes, tem 500 metros de desnível positivo (!!!). Afinal, é maratona de estrada ou trail?!?.
É aqui que aparece o diabinho da consciência a gritar, “És um homem, ou és um rato?!?!” Do outro lado está o anjinho, entre murmúrios, muito, muito baixinho. “Não é um homem, nem um rato… É um Lobo, um Lobinho… E tem medo… Miaúfa… É normal...”. Ai os comprimidos…”

Pois, cá está. Se vais fazer uma prova em que o percurso tem imenso desnível positivo. Qual é o remédio? Planície alentejana! Isto nada sai mal por acaso, é planeado!!!


“Meias maratonas... Só quando o rei faz anos. Provas de 10 km… Tive que ir aos arquivos, há quase quatro anos. Apesar de ter sido à beira-mar, os 10 km não são a minha praia, nunca treinei para tal!
A verdade é que fui enganado. O Perneta Cardoso ao saber da minha presença a norte, simulou uma lesão de última hora para me obrigar a participar… Acho que dá para ver pelo nome do dorsal!!!
Numa fase da preparação em que tem havido apenas treinos a rolar, e poucos. Assim sendo, os treinos técnicos do plano da maratona… Estão todos feitos duma só vez!!!”

O menino Carlos tem a mania de provocar estas emboscadas!!! Em dez km, sabem quanto tinha de desnível positivo? 6 míseros metros! Se não fossem algumas partes em passadiço, tínhamos que correr com água até à cintura!!! Aquilo é que foi acumular metros abaixo do nível do mar!!!


“Então a que horas é que começam os dias no Algarve?
Às 7:30, estão dez km feitos, banho de piscina tomado, e minis bebidas… Vai buscar!!! Menino @carloscardoso7392, se queres treinar com o guru dos treinos… Tem que ser de madrugada!!!”

Ainda fizemos alguns metros positivos na corrida, mas depois fomos equilibrar as coisas para dentro de água. Ali à fazer metros abaixo do nível da beira da piscina!!!


“A receber a Dora e o Carlos na toca do Lobo…
Ficaram a conhecer Almodôvar a palmo… O Centro de Baixo Rendimento do atleta de baixa competição, o Santo Amaro, com vista privilegiada para a vila alentejana. Uma volta pela Barragem do Monte Clérigo, a tentar uns dabs. Foto na Ponte Romana, já velhota, quase da idade do @carloscardoso7392 … E para fechar uma visita à pizzaria O Forno. Isto quando é para comer… Aparece sempre mais um. O mano mais velho a juntar-se ao repasto.
Grande cumprimento para esta família do Norte, um irmão e uma cunhada que ganhei das corridas!!! Um dia destes tenho que começar a treinar para a maratona de Bruxelas… Vá, ainda tenho muito tempo, é só dia 6 de Outubro!!!”

Primeiro deixar sublinhado, um gosto enorme em fazer parte desta família. Agora a parte séria. Há vilas alentejanas, que só não são Veneza por um nadinha de nada. Há uma montanha ou outra a tapar a entrada da água salgada por aí adentro… Almodôvar é um caso desses… Então não é!!!


“Não é para me gabar, mas… Tou todo partido!!! Andei a enganar os ossos com uns treinos a brincar durante a semana, para depois isto!
O ano passado tinha tirado foto na rotunda dos porcos em Castro Verde. Estava em falta a não menos famosa rotunda das ovelhas. Castro Verde tem património a sério, mas a vila é muito conhecida por estas rotundas sui generis.
Recebi há pouco uma mensagem, acompanhada de uma foto, do meu esqueleto. “Tivemos momentos bons, momentos menos bons, mas já não dá. Até sempre.” Respeito!”

Durante o plano foi o ponto mais “alto” da corrida. Aqui ainda tive que fazer uns metros de desnível positivo. Foi duro, mas já passou. Tinha deixado em aberto a visita à rotunda das ovelhas há uns tempos, missão cumprida. 


“Os treinos de acesso à pista são tão para enganar o corpinho!!! (Amanhã se calhar a escrita sai mais enviesada…). As formas de ver o entretenimento são as mais díspares. Lembro-me de comprar uma PlayStation ao Eduardo, mais tarde um portátil gaming. O rapaz tem o bichinho dos jogos de computador, tal como o pai tinha na mesma idade. Só fui “derrotado” pelo Tetris. O joguinho tem a mania de se reinventar, nível após nível. Nas restantes máquinas do salão de jogos, com uma moeda dava para deixar créditos para o resto da tarde, para quem quisesse disfrutar.
Mas depois há o minimalismo…
O que dizer do que uma bola pode fazer. E não, não é uma bola de futebol… Na opinião da utilizadora. “A melhor compra de sempre!!!”

Simplesmente uma bola de pilates…


“Não é para me gabar, mas tou todo partido...
Aahhh, as vindimas… Carregar as caixas, moer as uvas, ir correr duas horas pela fresquinha!!! Este ano não foi exceção. Há aquele treino que tem que ser feito no dia das vindimas do mano mais velho. Ainda chego a horas de tirar umas fotos, fazer uns vídeos, ir comer qualquer coisa com os braços de trabalho. Aquela parte dura…”

Este foi um dia de nível zero, não houve desníveis. É extraordinário quando cada um faz aquilo que lhe compete e a vida faz o seu caminho. Muito bom!


“Já não é a primeira vez que escrevo isto. Durante um treino longo intenso, ou um treino técnico, uma das coisas que ajuda a ultrapassar as dificuldades é aquele pensamento. “Amanhã é dia de treino de recuperação, amanhã é dia de treino de recuperação, amanhã…,! Pois hoje foi dia de treino de recuperação!”

Isto é tão verdade… 


“Com o vento que está, deu jeito o plano apresentar no menu 12 km a rolar. Fez-me lembrar tanto a última visita à rotunda das minhocas (vai acontecer brevemente, está atravessada…). Eu nem faço ideia do dinheiro que deixo de ganhar por não fazer referência aos patrocinadores. Só assim ao de leve… A minhas marcas de suplementos, Sagres, Super Bock. Não corro provas sem o boné da Edp/Bic. Meias e calções… Se não for da Asics… Não há prova!!! Adidas Ultraboost o melhor meio de transporte que existe. Auscultadores da Sony, e cada vez mais a Rádio Comercial. Hoje o streaming está ao preço da uva “mijona”, o gasto de dados já não é o que era. Depois há sempre a playlist. Não será estranho os Pearl Jam terem por lá muita música!
Por fim uma palavra para o Clube Atletismo de Lamas, eu nem sei bem o número de zeros que fazem parte do meu contrato…”

Estive a avaliar o que escrevi, safa-se a localização. Estava mais ou menos dez centímetros acima da água da marina… Pouco desnível!!!



“Não é para me gabar, mas… Tou todo partido.
1 litro de água na mochila, uma banana, uns figos secos, umas amêndoas e vamos lá ao segundo round. Atleta versus treino da rotunda das minhocas. Ir a Quarteira e voltar. 35 km de pur... Pura dor. O conjunto de treinos feitos não é suficiente para chegar a um treino destes e levar algum à vontade. Enfim, está feito!
Este treino ameaça tornar-se um clássico. Não sei porquê, mas parece-me que não vai ser fácil recrutar companhia para este evento!!!”

Estavam umas contas por acertar com este treino. Toda a gente sabe que o Algarve junto à costa é uma reta sem desníveis. De Albufeira a Quarteira e não é exceção. Muito plano… Vá, tirando as partes que não são planas!!!

O que dizer do plano ao longo deste Verão?! Houve muita, muita subtração de treinos. Isso ficou logo implícito no primeiro copy do Instagram. Não foi novidade, já era esperado. No entanto deu para cumprir os mínimos ao nível da resistência. A velocidade teve que ficar para segundo plano, não deu para mais. Tentei também não me afastar muito da água salgada, o tal desnível negativo,  para mim é um combustível incrível.  Ainda faltam duas semanas, mas agora é pouco mais do que gerir os dias com mais um treino ou outro com alguma aplicação. As expectativas em relação à maratona são de desnível nulo, nada de stress. Vai ser o que for!

Ao longo deste período tentei sempre não invocar a falta de tempo como desculpa. É um tema a que recorremos geralmente, quando não queremos dar outra justificação. Pelo menos foi isso que me ensinou o padre Agostinho há uns anos. Deixar uma reserva, eu sou agnóstico, mas não me causa sarna as crenças das outras pessoas. Como é óbvio, desde que não se vá por fundamentalismos.

Vá lá umas palavras para o padre Agostinho…
No primeiro encontro de preparação para o batismo de um dos meus afilhados, o Rodrigo, que tinha na altura um ano, eu queixei-me de falta de tempo para as respetivas reuniões que precedem o evento. Resumindo… Levei um sermão de algumas horas em relação à perceção que temos da “falta de tempo”.  Não concordei com tudo, mas concordei com muita coisa. Nunca mais utilizei o argumento falta de tempo da mesma maneira. E como se comprova pela foto, fomos despedir-se do rapaz no outro dia, a caminho da universidade. Já passou algum tempo…



Este ano acabei por comemorar o aniversário dia dezoito de Setembro. Já houve anos que por motivos de agenda tive de alterar a data, este ano não foi o caso, coincidiu!
Vou ter que destacar uma mensagem de parabéns que recebi através de uma publicação com múltiplas fotos no Instagram, na qual fui identificado.

Pois, é isso!!!

Boas corridas!