quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Ganda Zuka! Do Coliseu ao Terreiro do Paço, são 2h:48m de distância.

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Maratona de Lisboa 2017, a primeira desistência na prova rainha.
Não tenho o hábito de escrever sobre provas que não concluo, mas desta vez merece a exceção. Para lá da minha participação, tinha um “afilhado” em prova. E já se sabe, quando um corre, corremos todos.
Nos treinos que antecederam, a maratona, fui surpreendido por uma dor no pé esquerdo. Dor essa que me obrigou mesmo a parar em três treinos. Como aconteceu de forma aleatória e não consecutiva, pensei que não teria grande importância. Teve importância.
A minha maratona, acabou perto de São Pedro do Estoril. Com quase 19 kms, três deles em “insistência”. Estava na hora de sair de pista. Acabei por desistir na primeira vez que não tinha um tempo específico como objetivo, era só para terminar. Se calhar o meu corpo sob pressão afasta as lesões. Pode parecer brincadeira, mas vou ficar a pensar nisso.
Passado pouco tempo, comecei a pensar que tinha de arranjar maneira de chegar ao Terreiro do Paço antes do afilhado. Foi fácil, foi só procurar a estação de comboio mais perto, e 50 minutos depois estava na chegada.
O tempo de espera serviu para trazer a maratona de Roma, para Lisboa. Cheguei ao Terreiro do Paço e lembrei-me imediatamente do Coliseu. Não, não foi pelas parecenças. Foi da azáfama. Foi pela envolvência que por ali havia. Provas com milhares de pessoas, são mesmo a minha praia.
Lembrar-me do Coliseu, e das 2h:48m de Roma, fez-me pensar que afinal de contas o ano “maratonístico” não correu assim tão mal. A desistência de Lisboa tinha que ser encarada com normalidade. A corrida contínua.
A primeira coisa a fazer, era ir esperar o meu irmão que vinha na meia-maratona. Meia-maratona que tinha saído da Ponte Vasco da Gama. Tal como ele tinha previsto, 1h:33m depois, aí estava ele. Ainda deu para um cumprimento na reta final.
Vou aproveitar para descrever a meia-maratona com os olhos dele.
“Epá, o novo percurso da prova é muito mais duro, mas é espetacular…”
Pois, às vezes os recordes pessoais não são tudo. Alteraram o percurso para melhor. É mais difícil, mas passa pela parte nobre da cidade. Eu já fiz a Avenida da Liberdade em prova, e tenho a dizer. Entre as retas da marginal, sem “graça” nenhuma, prefiro andar nos altos e baixos pela bela Lisboa. Fiquei com muita vontade de fazer esta prova.
Deixar uma palavra de apreço para o restante pessoal que terminou a meia-maratona, alguns deles estreantes. Foi curioso ouvir as conversas deles na volta, no autocarro. Fez-me recuar no tempo. Quando estava também no início da brincadeira da corrida. 
Outra menção ainda para outro amigo das corridas, o Valdemar, que fez na estreia da maratona, 3h:12m. Muito bom!
Continuou a conversa com o meu irmão sobre o novo percurso da meia, enquanto fomos esperar pelo Zuka. Já havia quatro horas de prova, estava na altura do rapaz aparecer, mais coisa menos coisa.
Mas antes disso, tenho que fazer um flashback.
O Zuka começou as corridas dele há alguns anos. Primeiro em provas de curta distância, duas mãos cheias de meias-maratonas e outras provas de trail similares. Mas acima de tudo com o máximo respeito em relação às distâncias, e à sua capacidade. Isso tudo junto, fê-lo decidir experimentar a maratona. 
Neste flashback, ainda tenho que fazer um parêntesis. 
Contaram-me que, quando acabei a maratona do Porto 2016, com 2h:50m, e ele ficou a saber. Disse a plenos pulmões publicamente que o herói dele, não era o Mo Farah, nem o Bolt. O herói dele era eu, no que ao atletismo diz respeito. Não é a primeira pessoa que tem manifestações do género. Talvez por, felizmente conseguir desempenhos um pouco fora da caixa, para quem o atletismo é apenas, uns bons treinos e muita diversão. Que faz bem ao ego ouvir essas manifestações, lá isso faz!
Como é óbvio, quando ele tomou a decisão, em Maio, prontifiquei-me a ajudar no que fosse possível. Claro que lhe dei os planos de treino que faço para mim, claro que lhe disse para não os cumprir na íntegra (o moço que os faz não regula bem da cabeça), mas acima tudo, nunca lhe disse que ia ser fácil. Nunca é.
Treinar para uma maratona durante o Verão tem dificuldades extra. As férias, as festas de Verão , o calor, as festas de Verão, a praia, as festas de Verão… No Verão há muita festa!!!
O Zuka resistiu a isso tudo. Tirando muito tempo, aos filhotes e à Sónia. Traz sempre algumas privações, como é óbvio. 
Estabelecemos algum critério no plano. Havia parâmetros mínimos para serem cumpridos. Foram cumpridos, com maior ou menor dificuldade. No fim disto tudo, só faltava ligar Cascais ao Terreiro do Paço a correr. Já o fiz na totalidade duas vezes, embora antes fôssemos até ao parque das Nações. O percurso é muito bom. Vista espetacular ao longo da costa.
Quando o deixei perto da sua zona de saída, pensei, agora é que é mesmo só da responsabilidade dele. Foi um gosto ajudá-lo a chegar até ali. O resto era com ele.
4h:19m depois, lá estava o homem a cruzar a meta, e a fazer a sua dança de vitória. Um minuto antes cruzou-se comigo e com o meu irmão, onde demos o último incentivo. O melhor que pode descrever o momento, foi o que o rapaz disse aos dois à chegada.
“Quando os vi ali a incentivar, só o que me apeteceu foi chorar”.
O rapaz emocionou-se, era motivo para isso, o dever estava mais que cumprido. Mas não éramos só nós os dois que estávamos ali a puxar. Nós os dois, demos corpo às muitas pessoas que fizeram com que ele chegasse ali. Muita gente orgulhosa pelo rapaz. Onde estou incluído, como é óbvio. Afinal eu fui o padrinho da maratona. Ganda Zuka!
(O próximo é o mano mais velho, deixo aqui escrito, porque ele lê as tretas que eu escrevo. Assim sente-se comprometido!)
Eu não consigo sair de casa sem dar barraca, é qualquer coisa que tenho “colado” à pele. Foi acontecendo desde a Funcheira até ao regresso. Resultado disso? Riso compulsivo!!!
Eu já almocei inúmeras vezes na Cervejaria Portvgália, não fazia a mínima ideia é que, o conceito era nacionalista. Portvgália, é para portugueses, e o resto é paisagem.
Após noventa e cinco por cento dos pedidos estarem servidos, havia um que não havia maneira de vibrar. Como é óbvio, eu sou a pessoa indicada para ir averiguar. Questionei a rapariga que me tinha atendido, o porquê da demora daquele menu. No mesmo momento da pergunta, a chefe de secção tomou conta da ocorrência. Eu não sou má língua, nem de inventar. Mas na minha opinião, a mulher mais parecia uma talhante. Só faltava a carne para cortar. Bem, eu estava ali…
A medo, perguntei pelo menu em causa, e ela respondeu.
“Falta o menu prà espanhola não é ?!
Você não conhece o ditado, “Espanhóis, Algarvios e Burros Brancos. É criá-los, e matá-los!!! Espanhóis são sempre os últimos a ser atendidos…” 
Rematou a senhora.
Eu, natural de Faro, ainda disse entre dentes, “Eu também não gosto nada de Algarvios... Mas a moça  não é espanhola… É portuguesa... Ela só queria o menu,... com o ovo... À  espanhola!!!”
Na Portvgália, está à vista, só Portugal!!!
Boas corridas!


(Apesar de um “floreado” ou outro  que acrescentei ao episódio da Portvgália, ele aconteceu mesmo. Mas sou incapaz, de passar a ideia que fomos mal atendidos, quando não fomos. Antes pelo contrário, o episódio foi  caricato e cheio de diversão. Foi apenas um dos muitos episódios)






domingo, 24 de setembro de 2017

24 horas, parabéns e Kipchoge.

A maratona do ponto de vista de um atleta atleta de baixa competição!
O meu blogue anda aborrecido comigo. Não há volta a dar. Ontem ligou-me a perguntar o que é que se passa. Sabe que tenho andado a correr e não tem visto publicações condizentes na blogosfera...
Como hoje, vou ter que estar aqui um pouco mais de duas horas a acompanhar via Twitter (dá para acreditar?! Imagens, é mentira!!!), três extraterrestres (Bekele, Kipsang, e Kipchoge), correrem uma maratona. Vou fazer uns copy pastes para o meu menino. Eu tenho andado com pouco tempo, não é por mal... Ou será preguiça?!
Em primeiro lugar vou buscar uma conversa de facebook em Junho, que lançou as 24 horas a correr... Ou não!!!
Como acho que debatemos temas muito importantes, devo deixá-los registados como deve ser.

"Luis Lobo
Carlos, ontem numa conversa com alguns runners levantou-se uma questão, levantou-se porque a questão estava sentada, acerca do evento 24 horas a correr. 
Este ano qual é a duração da prova?
Não consegui responder, mas acredito que estejas na posse da resposta. Ou então que conheças alguém que saiba...

Carlos Cardoso
É uma questão pertinente para a qual não tenho resposta. Assim pela lógica e como este ano este evento de setembro se realiza em novembro é muito provável que não tenha a duração de 24h mas sim à volta de um dia inteiro mais coisa menos coisa. Digo eu que não mando nada. Quem é capaz de saber é o José Moreira ou o Bruno Pinho ...

José Moreira
Caríssimo Luis Lobo, acerca da questão pertinentemente levantada, vou tentar senta-la. A duração terá a que cada um quiser, por exemplo, para alguns durará no máximo 11 klm, para ouros, sei lá, uns 25, para outros, enquanto houver carne pá assar, há ainda para alguns que dura enquanto a mulher/companheira/amante deixar. 
Espero ter ajudado a sentar um bocadinho a questão. 
Grande abraço

Luis Lobo 
Carlos, José, sabem que estas questões que se levantam são sempre as mais difíceis. Às vezes quando não param quietas, são consideradas  questões hiperativas!!!
Foram respostas esclarecedoras as vossas. Vou imprimi-las e se decidir participar na prova, faço delas o regulamento. Ficando pendente uma ou outra alínea, assim o Bruno o entenda.
Não acham que devia haver um espaço, onde a pessoa colocava questões pertinentes?
Chamando a responder verdadeiros entendidos nas mais diversas matérias. Parece-me uma ideia com pernas para andar...

Carlos Cardoso 
Eu não mando nada, mas acho isso de 24h um exagero do caraças, diria melhor, do caralho (afinal sou do norte), mas como este ano parece que afinal é só um dia inteiro até sou menino para participar. Acho que faço duas ou 3 maratonas de Roma. Que acham? Tb alinham?

Luis Lobo 
Carlos, José, Eu por mim tudo bem.
Se calhar fazemos as 24 horas a correr até à hora de almoço. Eu da parte da tarde tenho coisas combinadas.
Vamos alinhar estratégias para fazer o maior número de maratonas de Roma possível. 
Fica o Bininho a fazer de júri. Com mil escudos (sim o Bininho ainda está no tempo dos escudos) compramos um recorde do Guinness.
Guinness não é o nome de uma cerveja?! Então é garantido!!!

Carlos Cardoso 
Boa ideia ... despachamos isso em meio dia, que deve dar uma meia dúzia de horas. Eu à tarde estava a pensar em despachar a Maratona do Porto, sempre já estou equipado e assim só tomo um banho no fim, isto só se for mesmo preciso ... com um bocado de sorte ainda se antecipa a S.Silvestre para esse dia à noite e despacho as corridas todas em 24h, ou seja, num dia inteiro mais coisa menos coisa. Há que gerir bem a coisa.

Luis Lobo 
Carlos, observaste bem. Só que há um problema. Estamos a fazer combinações agora que os dias são grandes. Mas se a prova de Setembro se realiza em Novembro, os dias são mais pequenos. Temos que fazer contas a isso.
Estou um pouco confuso em relação a esta questão do tamanho dos dias...
Os dias tem sempre o mesmo tamanho???

Carlos Cardoso 
Não sei, mas sempre ouvi dizer que o tamanho não interessa. Tb temos outra questão ... este ano fazes anos outra vez em Setembro ou podes adiar para Novembro. Era giro cantar os parabéns entre a Maratona do Porto e a S.Silvestre.

Luis Lobo 
Carlos, o meu aniversário já mudei. Vai ser de acordo com as 24 horas a correr. Se eles alterarem, eu altero!!!
Agora começo a ficar preocupado com a São Silvestre A-do-Neves... 
Dezembro este ano calha em que mês?

Carlos Cardoso 
Acho que tb é novembro ... rais parta.... tudo em novembro.
Quanto ao aniversário não te esqueças ... vai pondo algum de lado.

Luis Lobo 
Carlos, o assunto está sério. São já muitas questões. 
Tenho a certeza que esta noite, tirando a parte que durmo, vou estar sempre acordado...
Vou ter mil questões amanhã, estas dúvidas abriram uma autêntica caixa de Pandora. Pandora?! Alguns shoppings também abriram lojas... 
Muita dúvida no ar, não está fácil!!!

Carlos Cardoso 
Pois ... pandora ... a Cinca tem uma serie com esse nome. Chegado a este ponto, proponho um retiro filosófico com tudo a que temos direito para poder pensar e arranjar as respostas que procuramos.

Luis Lobo 
Concordo plenamente com isso Carlos.
Isto só lá vai com um retiro filosófico.
Obrigado e um forte abraço!"
(Luis Lobo, 17/06/2017, in m.facebook.com)

Eu nem tenho palavras para comentar o que está ali escrito...
Isto do copy paste é uma espécie de papa...
Sendo assim vou aproveitar. Vou colar uma publicação do instagram relativa às 24 horas a correr.
Aquela coisa das minis e do vinho tinto, é só quando estou à frente do pessoal. Como ilustra bem a foto do topo, eu quero é chazinho quente!!!
Ou é isso, ou eram 4 da manhã, e eu tinha terminado o meu segundo turno de corrida, com quase 60 kms acumulados e tinha tudo gelado até às entranhas. Depois de beber uma mini com batatas fritas na tenda CAL, apanhei o chá a meio, estava de caminho para mais um banho gelado. Sim, a seguir houve mais uma refeição completa, com vinho, sopa e essas coisas. Acabei de almoçar eram 5:30.
Grande ambiente no parque de Vale de Cambra. As pessoas que já conheces, as que ficas a conhecer, muito, muito bom.
Vá lá a publicação do instagram...

"Vale de Cambra 2017.
24 horas?! Passam a correr!!! Segunda participação por equipas x4, com seis horas para cada atleta, no nosso caso dividido por três segmentos de duas horas, com seis de recuperação entre si.
Como costumo dizer, temos um grupo fortíssimo. Só por isso, correr é um pormenor.
Consegui percorrer a mesma distância da edição anterior, mais de 80 kms. Coisa que me surpreendeu. Fiz apenas um treino longo de jeito, o resto da preparação tive que improvisar devido ao pouco tempo disponível.
Como uma surpresa era pouco, o esqueleto voltou a surpreender. Em 2016 fiquei com um tremendo “empeno”. Desta vez não. Não foi para lá de umas dores musculares nas horas seguintes à prova. Já fui testar a máquina num treino de recuperação, parece que não se passou nada. Se calhar, fiz uma gestão equilibrada em Agosto, altura em que tive pouco tempo para treinar. Eu agarrei-me à experiência acumulada e tentei fazer por isso. Ao que parece... Resultou!!!" 
(@luisloboo, 13/09/2017, in instagram).

Isto pode parecer preguiça, mas não é... Queria escrever um sinónimo de preguiça, para disfarçar a coisa, mas não me apetece... Vá, se calhar é!!! Não demora vou fazer outro copy paste...
E não é que tive de parabéns entretanto. Já há 42 anos que assim é!
Já tenho alguma experiência no número 42. É óptimo chegar aqui com seis anos de corrida, muitas meias-maratonas e outras distâncias pelo meio, mas com oito provas rainha concluídas.
Em relação ao texto que vou aproveitar do facebook, não tenho fotos de chazinho...Foi mais cerveja e vinho.
Haja preguiça, haja copy pastes...

"Quero deixar um muito obrigado por todas as mensagens de parabéns. Um bem haja para todos.
42 é o número mítico do atletismo, o número de kms da prova rainha. Parecendo que não, já concluí 8. Faltam 34!!!
Como não podia deixar de ser, tenho que escrever um pouco sobre corrida, aliás, como faço constantemente.
As pessoas que estiveram comigo em Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, nas 24 horas a correr x4 nem fazem ideia do verdadeiro motivo da minha viagem ao norte do país. Como um colega de equipa escreveu, acabei por correr, em pouco mais de seis horas de corrida, “uns impressionantes 85 kms”. Mas isso foi um pormenor. Não sabe o Carlos que a minha verdadeira preocupação era outra…
Como o tempo não pára, e o futuro é hoje, nada como encarar de frente esta nova realidade.
Aproveitei essa tal viagem, com a desculpa da corrida, para ter uma reunião preparatória/exploratória com velhos conhecidos, relacionada com esta nova fase da minha vida. Não há que ter receio da terceira idade. Hoje em dia existem lugares de acolhimento magníficos, com condições espetaculares. Deixei assim, e desde já preparada, a entrada na Casa de Repouso/Lar Nossa Senhora do Cafuné, em Alcofa de Baixo.
O lugar em si, tem todas as condições necessárias e mais algumas. Tenho que agradecer ao Zeca (ao fundo na foto), compincha de longa data, por esta possibilidade. O Zeca é o presidente da fundação Bengala Dourada. Fundação essa que gere a Casa de Repouso em causa.
Tive também oportunidade de ficar a saber o que se está a fazer ao nível da inovação sénior. O uso da tecnologia em prol do conforto e lazer.
Com muitas surpresas pelo meio, destaco os andarilhos e as dentaduras.
Nos andarilhos tenho que salientar a incorporação da tecnologia dos Segways. As deslocações e passeios pelo parque nunca mais serão a mesma coisa.
Se isto parece vanguardista, o que dizer das dentaduras. Aquele problema de não saber onde está a placa de manhã, ou a quem pertence, vai acabar. A nova geração de dentaduras vem equipada com um chip localizador e com um identificador facial. Quem nunca usou uma dentadura enganada, que atire a primeira pedra. Mas não se ficam por aqui as novidades. De forma a facilitar a vida aos nutricionistas e otimizar a alimentação dos idosos, estuda-se também a possibilidade de no futuro, as dentaduras virem equipadas...Com contador de dentadas…
 Eu podia ter passado sem escrever isto… Se calhar não havia necessidade… Enfim… Tá feito!!!
Mais uma vez, muito obrigado pelas mensagens de parabéns!!!" 
(Luis Lobo, 18/09/2017, in m.facebook.com)

É uma pena as pessoas terem pouco tempo, e depois escreverem coisas assim. É de lamentar. Mas já que está...!!!

Os primeiros tweets apontam para ritmo abaixo do recorde do mundo. 
Tenho acompanhado a carreira dos três favoritos, Bekele, Kipsang, e Kipchoge, desde há algum tempo, e não tenho preferido. São, como disse no início, três aliens. É impressionante o ritmo que correm.
Ao que parece as condições climatéricas não estão a ajudar...
A passagem à meia-maratona continua em ritmo de recorde...
Bekele, já era. Está a ficar para trás...
Sai Kipsang de cena...
Resta Kipchoge e Adola, o estreante. Ainda dentro do ritmo recorde aos 30 kms...
E pronto, ganhou o Kipchoge, não houve recorde, 2:03:33 fica para outra ocasião. O Kimetto, fica com os suas 2:02:57 a liderar mais uns tempos.

E pronto, espero ter satisfeito o blogue.  Eram coisas que estavam escritas, mas deu muito trabalho... Preguiça?! Não, agora cá preguiça!!!
Boas corridas!









quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ultra Trilhos Rocha da Pena 2017

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Trilhos Rocha da Pena 2017.
O Azores Blue Island Ultra Trail, deixou uma azia que ainda dura. Não fazia a mínima ideia que a primeira prova, após descanso, em que iria participar fosse de trail. Tinha deixado salvaguardado que provas de trilhos, só para não desfazer companhia e sempre na menor distância possível. Os Trilhos Rocha da Pena conjugaram esses dois fatores.
Após os Trilhos de Mértola em Março, ficou mais ou menos combinado entre mim, o meu irmão, o Zé Gonçalo, e o Ricardo, que quando houvesse um trail curto no Algarve, iríamos tentar participar. A juntar a isso, havia a participação de colegas do Clube Atletismo de Lamas, o Nuno, o Joel, o Jorge, e o Sérgio. E assim surge a Rocha na Pena no horizonte.
O ano passado participei na distância mais longa, os 48 kms. Participação essa relatada num post no blogue à altura. Tinha ficado muito agradado com toda a envolvência, e deixei isso mesmo registado na referida publicação. Sem querer ser repetitivo, tenho mais uma vez que elogiar a superior organização. Tudo como deve ser. Desde  a simpatia e disponibilidade do staff, como a qualidade e variedade dos abastecimentos. No fim ainda disponibilizaram uma refeição, massa com atum e salada, ao invés da bifana do ano passado. Para quem não come carnes vermelhas é bem. Muito obrigado por isso.
A prova correu dentro das expetativas, não houve taquicardias, coisa que o trail tanto gosta de despoletar. O relevo da serra Algarvia oferece sempre umas belas dificuldades. Com a cereja no topo do bolo a ser a “subida da morte”. Ao ver a “morte” não resisti a umas selfies, diga-se, uma morte toda fashion. O facto de haver tempo para selfies, diz bem do espírito em que ia a “minha” prova… ia cinco estrelas!!!
A participação do resto dos colegas foi também de acordo com o esperado, com maior ou menor dificuldade. Deixar já aqui um forte abraço a todos. Tenho o condão de juntar Calenses, Alentejanos Voadores, Sem Equipa. Cinco estrelas, é o que é!
No entanto  não posso deixar de referir um episódio mais caricato com um dos companheiros.
Estava eu na cavaqueira com atletas na zona Lounge (abastecimento pós prova), quando vejo vir na minha direção um atleta apoiado numa rapariga da organização. Tinha esgotado o oxigénio dos músculos, não estava fácil manter-se de pé...
Disse à rapariga entre muitos risos:
- Dê cá o rapaz, que eu tomo conta dele, é meu irmão mais velho!!!
Enquanto o ajudei a sentar, a rapariga estava a tentar falar com ele, e ele sem ouvir só dizia:
- Traz-me melão, melancia, banana, água…
- Calma rapaz… a menina só te quer tirar o chip…
“Traz-me melão, melancia, banana, água…”, continuava ele. Bem, não eram só os músculos que traziam pouco oxigénio, o cérebro também não estava com os níveis normais. Mas nada de preocupante. Apanhei uma bela “barrigada” de rir com ele. É claro que lhe dei melão, melancia, banana, água, etc. No fundo, tratei do menino (muitos risos). Passados quinze minutos já andava a nadar na piscina. Sim, temos direito a piscina no fim da prova. Muito bom.
Tive oportunidade de acompanhar de perto as chegadas do Nuno e do Zé. Ponto alto a chegada do Zé Gonçalo, em apoteose, aliás, como é hábito. Grande Zuka!!!
Só uma chamada de atenção para a t-shirt do Zé, São Silvestre A-do-Neves... Calma pessoal... O fim de ano este ano é só em dezembro.
Por várias interpelações ao longo do ano, senti-me na obrigação de fazer um flyer informativo. Vou repetir, o fim de ano este ano é só em dezembro... Calma!!!
Ficam assim umas luzes do porquê desta participação em trilhos, apesar da azia causada pelo trail dos Açores. Não era mesmo caso para desfazer companhias.
Um dos meus objetivos centrais com a corrida, é a diversão. Diversão com a corrida e com a escrita acerca da mesma. O Ultra Trilhos Rocha da Pena 2017, vai marcar de forma indelével as duas coisas.
Como referi anteriormente, o ano passado escrevi um post sobre a edição 2016. Esse post foi “aproveitado” (e bem), pela organização para promover o evento deste ano. Destacaram um ou outro parágrafo e partilharam a publicação na totalidade no Facebook da prova. Acho que a organização esteve muito bem. Esteve muito bem porque nesse post falo de coisas, muito, muito importantes. Aliás, eu só escrevo sobre coisas importantes, isto não é cá para brincadeiras.
Foi com muito orgulho, que vi placas ao longo do percurso com algumas piadas inspiradas pela minha escrita. Soube muito bem. Só por isso já valeu (muito) a pena participar. O maratonadebaixacompeticao.blogspot.com, também gostou da menção.
Se bem que ainda ninguém me conseguiu  explicar muito bem, para que servem as unhas dos pés... Os dentes eu sei!!!
Um dos assuntos que tinha deixado pendente o ano passado, era o teste do pezinho, por falta de unhas. Lá consegui arranjar um rácio decente (9 unhas), e fiz o teste. Fiquei a saber que tenho um pé quase pronador, e outro quase supinador. No fundo o que eu já suspeitava, dois pés teimosos…
Boas corridas




domingo, 2 de julho de 2017

Início de época, 1º Triatlo Sprint Internacional de Almodôvar

A maratona do ponto de vista de um atleta atleta de baixa competição!
Início de época, 1º Triatlo Sprint Internacional de Almodôvar.
Dia 1 e 2 de Julho este ano são dia... 4 de Julho.
Eu não gosto de brincar com coisas sérias, como é sabido, mas o calendário às vezes tem que levar uns ajustes. A pessoa tem sítios para ir, coisas para fazer, e nem sempre temos que se sujeitar a quem ordenou os dias do ano. Aliás, pelos dias que estabeleceram como descanso e trabalho, nota-se que não estavam na posse de todas as faculdades. Ou então estavam sobre o efeito de uma ou outra substância psicotrópica, quem é que sabe?!
Como é hábito, a minha época desportiva começa sempre no July 4th (Independence Day), e este ano deu-me mais jeito que fosse ao fim de semana. O calendário tem que ser um pouco como o Natal, é quando um...
Por falar em distúrbios no calendário, lembrei-me de uma situação que faz todo sentido trazer à discussão por estes dias. Agora que acabaram os Santos Populares.
Como faço questão de estar sempre a sublinhar, não gosto de brincar com coisas sérias. Vou trazer mais um tema de relevante importância à praça pública.
Desde há muito que me intriga a letra de uma música, mais concretamente o refrão. O nome da música em causa, descobri após pesquisa, é São João Bonito, da autoria de Lenita Gentil. De certeza que depois de ler o refrão, qualquer pessoa que tenha estado no planeta terra nos últimos 100 anos, identifica a música na hora. Vou provar isso.

São João Bonito (refrão)

"Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão para eu brincar."

O Santo António é dia 13 de Junho, pela canção, já se acabou. O São Pedro é dia 29 de Junho, pela canção, está-se a acabar. São João é dia 24 de Junho, dá cá um balão?!?!
Lenita, então como é que é?
Pela canção, já estás no dia de São Pedro, dia 29 ("está-se a acabar"), e estás a pedir balões a dia 24...
Sou só eu, ou a Lenita Gentil quando escreveu isto, também tinha consumido umas substâncias psicotrópicas!!!
Isto até faz parecer, com que as letras que o Rui Reininho escreve para os GNR, façam algum sentido...(Rui Reininho, substâncias psicotrópicas?! Nããahhh!!!)!
Às vezes não devia dar tanta importância a estes temas tão complexos, tão sensíveis.
Se em Maio 2017 bati o recorde de kms de treinos num mês (312), em Junho caiu mais um recorde, o recorde de inércia (60). Menos 18 do que Junho do ano passado. Os recordes são para se bater!!!
A maior parte desses 60 kms, foram à beira mar, corrida misturada com caminhada, o sítio com o melhor oxigénio do mundo, pelo menos para mim. É uma pena o piso não ser o mais indicado para treinos a sério.
Enfim, dá sempre para as recuperações.
Para início da nova época, e até mais de uma forma simbólica, ontem, acabei por fazer treino com a distância de uma meia maratona. Fones nos ouvidos, e vamos a isso, o "cheiro" do alcatrão, a vibração no pulso a cada km, a respiração da corrida, soube bem.
Já estão algumas aventuras agendadas, outras surgirão de certeza.  Para o novo período que aí vem peço o mesmo que pedi o ano passado. Só quero que não apareçam lesões, só isso. Com a excepção das taquicardias... Já não saberia viver sem elas!!!
Também englobado no 4th July, início da época, aparece o 1º Triatlo Sprint Internacional de Almodôvar. Prova há muito falada entre mim e o meu filhote.
Nem sempre se revelam as conversas entre pais e filhos, mas uma vez não são vezes.
Pai:
-"Eduardo, então como tens a última prova terça-feira, se calhar fazíamos o triatlo que tínhamos falado há tempos, no próximo fim de semana."
Filho:
-"Sem treinar?!"
Pai:
-"Claro!"
Filho:
-"Tá bem!"
Nota-se que foi uma conversa ponderada, com análise das circunstâncias e outras variáveis... Enfim!
Decidimos ter nos abastecimentos apenas água e bananas, não fossem as bananas um dos meus super alimentos. E porque não fazer uma "definição concreta" sobre esta super fruta?!
A banana tem mais ou menos doce de acordo com a sua fase de amadurecimento, é uma espécie de pastilha elástica cremosa, que desaparece na mastigação com elevada facilidade, deixando uma sensação de energia renovada. Sensação essa também um pouco influenciada pela fama que ganhou de ser super nutritiva, fama merecida. Só tenho uma opinião negativa em relação à banana, tem um caroço muito grande...
750 metros de natação, 20 kms de bicicleta e 5 kms de corrida. A distância oficial do triatlo sprint, dentro da disciplina, a distância mais curta.
Não fizemos divulgação do evento, era pai filho, o que estava há muito agendado. Para o ano vamos trazer mais pessoal, como óbvio. Dentro da dinâmica da São Silvestre A-do-Neves. Sem competição, mas com a obrigação de diversão.
Só uma ressalva. Pelo facto do complexo (piscina) só abrir às 10:00h, o segmento da natação ficou para o fim. Foi um pormenor.
Podíamos ter feito esta importante prova do calendário do atletismo internacional, no Algarve, com o segmento da natação a ser feito no mar. Podíamos, mas eu não quis, fiz questão que fosse em Almodôvar. O complexo é o sítio onde tenho mais kms de treinos acumulado. É onde está o meu laboratório.
Foi uma forma de prestigiar o meu centro de "baixo" rendimento. No fundo foi aproveitar os equipamentos existentes. Ninguém de Almodôvar pode dizer que não tem condições para a prática de actividades desportivas, e a baixo custo. Haja vontade!
Acredito que na cabeça do meu filhote lhe tenha passado.
"Com tanto pai no mundo, logo tinha que me calhar este na rifa..."
Boas corridas!










sábado, 10 de junho de 2017

Junho, descanso, azia e eventos!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Finalmente Junho, estava difícil lá chegar, azia e eventos.
Junho, o merecido mês de descanso anual, no que à corrida diz respeito.
Nas duas primeiras "épocas" de maratonista, o descanso aparecia após a conclusão da maratona de Primavera. A ideia tem sido concluir duas maratonas por ano, uma no Outono, e outra na Primavera.
Nos últimos dois anos tal não aconteceu, o descanso teve que esperar.
O motivo?
Azores Blue Island Ultra Trail.
Azores Blue Island Ultra Trail, que este ano deixou "azia competitiva", mas já lá vou.
Após o sucesso que foi a visita a Roma, vieram 15 dias de descanso, com um ou outro treino de recuperação à mistura, o esqueleto agradeceu.
Depressa chegou o dia 1 de Maio, dia que, além de ser o dia do corredor, (eu escrevo o que me apetece!!!) era também o dia da primeira edição oficial dos Trilhos do Perneta.
A participação nos Trilhos do Perneta foi do outro lado da barricada, do lado da organização. Que equipa. É um privilégio enorme fazer parte daquele grupo de "malucos". Basta ver o sucesso que foi e o feedback que recebemos dos participantes. Uma forma diferente de estar no mundo da corrida amadora.
"Pernetas/CAL Forever", numa tatuagem?!
Não, não! Também não exageremos... Se houver um convite de uma outra equipa. Mesmo com um nome impronunciável, Montemorrow, ou lá como se chamam, quem sabe!!! (Seu vira casacas dum raio)
Dia 7 de Maio, tinha dois convites para eventos desportivos, a Ultra Maratona (só para duros) nos Moinhos de Ventos, e a Wings for Life World Run, via satélite. A aplicação de telemóvel da Wings for Life World Run tinha a obrigação de iniciar a corrida ao meio-dia.
Vamos lá então conciliar isto, às vezes basta querer.
A prova nos Moinhos de Vento tinha duas distâncias, 6 kms e 12 kms. Caminhada e corrida respectivamente, sem fins competitivos. A parte "Ultra", é o almoço e o tintol (só para duros)...
Optei por fazer a caminhada, e esperar pelo meio-dia.
Estava inscrito na Wings for Life World Run, pela equipa da Simone Ribeiro, "Asas pela Simone". Quando aceitei o convite, já tinha o outro compromisso. Disse que fazia pelo menos uma meia-maratona. Acabei por fazer 23 kms e antes das duas da tarde já estava à mesa, com banho tomado, a almoçar. Foi um gosto participar nos dois eventos. Bastou querer!
Já disse que fiquei com "azia competitiva"?
Em 2016 aproveitei o andamento de Paris, juntei mais meia dúzia de treinos e faço o Azores Blue Island Ultra Trail em ritmo light. 70 kms que não deixaram uma única mazela.
2017 foi diferente, fiz descanso de Roma, mas o mês de Maio foi intenso em treinos. Acabou por ser o mês em que fiz mais kms desde que corro (312 kms). Como é óbvio estava bem preparado, as expectativas de uma boa prestação eram legítimas.
Dos 70 kms, percorri 25 kms, mas tinha desistido aos 12 kms.
Como é que se desiste aos 12 kms e se percorre mais 13 kms?
Quis desistir com estilo... Foi isso foi... Ou então foi a forma mais rápida de voltar ao hotel!
Ter que desistir por uma lesão é sempre lixado, mas desistir por uma lesão que não está directamente ligada ao esforço físico, ainda é mais. As minhas inseparáveis taquicardias. O único apontamento positivo que tiro das taquicardias é o facto de ficar a saber que continuo equipado com coração. Parecendo que não, dá um certo jeito, para uma ou outra coisa.
A "azia competitiva" foi só por ter treinado afincadamente para a prova, só mesmo por isso.
O grupo fantástico que estava na tour dos Açores fez com que a desistência fosse apenas um pormenor.
Dos Açores trouxe também uma resolução. Participação em trilhos, só para não desfazer companhia, e sempre na distância mais curta que houver. Não volto a treinar para longas distâncias de trilhos.
A maratona continuará a ser o centro das atenções, aliás como sempre foi. Posso dizer que a maratona é mesmo a minha praia. Por acaso também gosto muito de correr na praia...
E como o caminho se faz caminhando, embora eu às vezes goste de o fazer a correr, (onde é que já li isto?!) este mês, oficialmente só caminhada. Caminhada e uma ou outra incursão no ciclismo.
Já tirei a máquina do asfalto da garagem. Agora é que vai ser acumular kms... Ou então não!
Pode não parecer, mas a minha bicicleta já teve uma participação no Tour de France. Uma vez, fui nela de casa até ao café, ver um final de etapa da volta à França, que estava a ser transmitido na televisão. Acho que isto conta como uma participação no Tour...
Hoje teve lugar uma prova de atletismo em Almodôvar. A Caminhada e Corrida Solidária Casa Benfica Almodôvar e Movimento Vencer e Viver – Luta contra o Cancro. Como é óbvio, participei no evento. Participei na caminhada, como disse anteriormente, em Junho, só caminhadas. No fundo, Junho é o mês do "caminhante de baixa competição".
Na caminhada de hoje tive a companhia de uma atleta muito especial, Bárbara Lobo.
Quem sabe se no futuro não irá fazer parte do Clube Atletismo de Lamas. É uma questão de o clube abrir uma secção... De Ballet!!!
Apesar de não mencionar os nomes das várias pessoas, que de uma forma ou de outra participaram comigo nestes eventos do mês de Maio. Não estão esquecidas. E foram muitas. Gratidão é a palavra que me ocorre. Muito obrigado!
A estadia no Faial coincidiu com as festas em honra de Nossa Senhora das Angústias, na cidade da Horta.
Não fiquei nada cansado do trail da véspera, como é óbvio. Mas tenho que confessar, da procissão, ainda estou a recuperar.
Minha Nossa Senhora... Que Angústia!!!
Boas corridas




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Luis Lobo, o 1º português a concluir a Maratona de Roma 2017.

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Luis Lobo, o 1º português a concluir a Maratona de Roma 2017, envergando a camisola do Clube Atletismo de Lamas!
Pois, não é todos os dias que dá para escolher um título destes para as reflexões do blogue.
93º da geral, 21º do escalão, e o 1º português a chegar à meta na prova da capital Italiana.
Disse inúmeras vezes que ia correr a Roma, mas não ia ver o Papa!!!
O homem soube que eu ia, não deu hipóteses. Beber um cafezito e trocar umas impressões foi o mínimo que exigiu. Um tipo às direitas, o Chico, um verdadeiro compincha. Ainda tempo para uma curiosidade. Perguntou-me se eu sabia quem tinha sido o bêbado, que fez o busto do Ronaldo... Ele é mais Messi, não fosse argentino, mas gosta muito do CR7!
Raramente dou importância aos lugares da classificação. Corro somente contra os meus melhores registos. Como já tenho dito, gosto de participar em provas com milhares de pessoas. Prefiro ser o centésimo nono, entre quinhentos, do que o primeiro entre quatro. São formas diferentes de ver as mesmas coisas. Respeito, como é óbvio, quem tem opiniões diferentes!
A maratona de Roma começou logo após terminar a homónima do Porto em Novembro.
O culpado disto tudo?
Carlos Cardoso, quem havia de ser!!!
Propôs aos Pernetas, participar numa maratona internacional, sugerindo Roma como possibilidade. Claro que a maratona começou imediatamente com essa sugestão.
Passei a palavra para o outro lado do Atlântico, para a Juliana. Disse logo que sim, que iria tentar concluir a sua terceira maratona.
Trouxe consigo outro maratonista, o Gilberto, acompanhado pela Michele. No dia da prova ainda tivemos um aumento do contingente brasileiro, com a chegada da Samara.
O Gilberto por esta altura já vai conseguindo dar uns passinhos sem mancar... Tal foi o empeno. Brincadeirinha Gilberto, a maratona de Roma já ninguém te tira!
Desta vez tenho mesmo que ficar contente com esta classificação.

2h 48m 12 segundos, é um tempo muito modesto para a elite da maratona. Mas como sempre apregoei, sou um atleta de baixa competição. Baixa competição, comparado com a outra realidade do atletismo.  
Um início de carreira aos 35 anos, como costumo dizer, há 15000 Kms de treinos e provas atrás. Sempre com o principal objectivo de me divertir com as aventuras da corrida. Quem me acompanha de perto, sabe que tenho conseguido conciliar como ninguém, a diversão na corrida. O objectivo central tem sido sempre alcançado.
Nesta situação, com os intervenientes que estavam na tour, não foi preciso fazer mais nada do que existir. A diversão faz parte.
Foi mais ou menos consensual entre o pessoal, que a capital italiana está muito mal tratada. Roma é uma das principais capitais europeias. Com o património histórico, que tem entre mãos, merecia muito mais atenção de quem de direito. Bastantes edifícios e pavimentos degradados, o lixo sempre presente, zonas históricas completamente postas de parte. O Circo Máximo por exemplo, parece mais um jardim abandonado num país de terceiro mundo.
Felizmente não deixaram cair o Coliseu. Se formos contextualizar a altura em que foi construído, é realmente qualquer coisa. É de uma imponência que sim senhor!
Não sei quantos portugueses participaram na maratona, nem me interessa, sei que na busca da classificação, a primeira bandeira portuguesa que aparece é a que faz referência ao meu nome, Luis Lobo (está um pouco narcisíca esta reflexão, não está?!).
Logo de início não dei muita importância, mas depois de parar para pensar, e como disseram logo na altura o Bruno, o Zé Miguel, e o Zé Coelho (estávamos juntos a ver a classificação), e mais tarde outras pessoas, é  realmente motivo de orgulho.
Claro que há muitos atletas portugueses com tempos muito superiores, mas parafraseando o meu irmão, "não estavam lá".
O meu irmão defende que não é dizer isto ou aquilo das coisas. Que é assim, que faz, que acontece, etc, etc...
"A pessoa tem que estar lá".
E foi o caso, eu estava lá!!!
A prova foi dura. Durante o percurso tivemos direito a chuva, vento, frio, trovoadas, mau pavimento, altos e baixos constantes, com a parte final a acabar a subir.
Está bem. Se fosse fácil não tinha o mesmo gosto.
O plano de treinos tinha sido concluído sem lesões dignas de registo, isso é logo meio caminho andado. Só mesmo a desistência nos Trilhos de Mértola, a ser a excepção, devido a uma taquicardia. Eu teria terminado a prova, depois de 10 (longos) minutos de paragem obrigatória, mas decidi não continuar, parte da cabeça já estava em Itália.
Não concluí os Trilhos de Mértola,  mas não posso deixar de sublinhar a extraordinária organização da prova. Não faltou rigorosamente nada aos participantes. Para o ano, se puder estarei presente nos Trilhos de Mértola 2018!
Serve esta "lesão" para falar no culpado disto tudo, Carlos Cardoso.
Uma lesão, impediu o Perneta de concluir a sua prova. Apesar de tudo, conseguiu manter uma disposição no terreno, que não está ao alcance de todos. É mesmo por isso que ele é o nosso Perneta Mor. Grandíssimo, mesmo num momento mais infeliz.
Aquela verdade que utilizo algumas vezes, faz aqui todo o sentido. Quando um corre, corremos todos...
Forte abraço Carlos, e breve recuperação!
Ir a Itália e não ser confrontado com um episódio de máfia/contrabando, não fazia sentido.
No pós maratona, decidimos criar um "gang", e tentar acabar com as cervejas de uma "tasca" paquistanesa. O dono é um primo em 34º grau do Zé Coelho, o Amir!
A tasca realmente era um espaço pequeno, não sabíamos nós, que tinha um túnel secreto para um supermercado do outro lado da rua. Curiosamente o dono do supermercado, também era primo do Zé Coelho. Raios partam os primos do Zé!!!
Por muito consumo que houvesse, ia sendo reposto clandestinamente (mafiosos!!!), era impossível esgotar...
Outra curiosidade do estabelecimento era o ambiente.
Consoante o número de rodadas em dívida, assim aumentava o volume da música, e os rostos fechavam. O reggaeton, passava a decibéis incríveis, sim reggaeton, dá para acreditar?!
Como o regularizar da dívida, o som melhorava, e havia sorrisos. Até tivemos direito ao tão em voga, Despacito. Foram umas horas passadas com a música aos altos e baixos.
Certo é que não conseguimos o nosso propósito, acabar as cervejas. As cervejas?!?! Agora é que reparei que escrevi cervejas, os atletas não bebem cerveja... Estava a falar de sumos, não conseguimos acabar os refrigerantes... É isso!!!
Já vai longa a reflexão, ou não se tratasse de uma maratona.
Uma maratona, é um projecto complexo, mais do que se possa imaginar. Os 42 kms feitos com objectivos rigorosos, tem uma enorme dose de sofrimento na sua essência. Treinos durante muito tempo, a requerer muito, abdicar de uma coisa ou outra. Contudo, manter sempre critérios sociais como deve ser. Inserido dentro do contexto de atleta de baixa competição.
Como é óbvio, o cortar a meta com dignidade e o sentimento de dever cumprido, compensa muito o que ficou para trás.
Tinha o sonho de correr uma maratona com um ritmo inferior a 4 minutos por kms, felizmente, tornou-se realidade.
Não faço ideia se voltarei a tentar superar-me na distância, para já não me apetece pensar nisso. Quero simplesmente desfrutar do momento. No fim de contas, Luis Lobo, foi o 1º português a concluir a Maratona de Roma 2017... (narcisista o moço)!!!
Muito há para agradecer. Não vou individualizar, era muito bem capaz de ser injusto com alguém.
Fica uma menção para a comitiva na capital italiana. Boa disposição e diversão para dar e vender. Um grupo fortíssimo.
Agradeço a quem de uma forma ou de outra, contribuiu e participou nestes meses que antecederam a maratona.
E por fim uma dedicatória especial, para quem vai comigo para a linha da frente, e não é muita gente.
Ao longo da prova são muitas vezes os soldados perfeitos, ficam lado a lado comigo, não falham.
Eu sei que estou constantemente a repetir-me, mas eu tenho mesmo os melhores filhos do mundo... A sério!
Boas corridas!