domingo, 2 de julho de 2017

Início de época, 1º Triatlo Sprint Internacional de Almodôvar

A maratona do ponto de vista de um atleta atleta de baixa competição!
Início de época, 1º Triatlo Sprint Internacional de Almodôvar.
Dia 1 e 2 de Julho este ano são dia... 4 de Julho.
Eu não gosto de brincar com coisas sérias, como é sabido, mas o calendário às vezes tem que levar uns ajustes. A pessoa tem sítios para ir, coisas para fazer, e nem sempre temos que se sujeitar a quem ordenou os dias do ano. Aliás, pelos dias que estabeleceram como descanso e trabalho, nota-se que não estavam na posse de todas as faculdades. Ou então estavam sobre o efeito de uma ou outra substância psicotrópica, quem é que sabe?!
Como é hábito, a minha época desportiva começa sempre no July 4th (Independence Day), e este ano deu-me mais jeito que fosse ao fim de semana. O calendário tem que ser um pouco como o Natal, é quando um...
Por falar em distúrbios no calendário, lembrei-me de uma situação que faz todo sentido trazer à discussão por estes dias. Agora que acabaram os Santos Populares.
Como faço questão de estar sempre a sublinhar, não gosto de brincar com coisas sérias. Vou trazer mais um tema de relevante importância à praça pública.
Desde há muito que me intriga a letra de uma música, mais concretamente o refrão. O nome da música em causa, descobri após pesquisa, é São João Bonito, da autoria de Lenita Gentil. De certeza que depois de ler o refrão, qualquer pessoa que tenha estado no planeta terra nos últimos 100 anos, identifica a música na hora. Vou provar isso.

São João Bonito (refrão)

"Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão para eu brincar."

O Santo António é dia 13 de Junho, pela canção, já se acabou. O São Pedro é dia 29 de Junho, pela canção, está-se a acabar. São João é dia 24 de Junho, dá cá um balão?!?!
Lenita, então como é que é?
Pela canção, já estás no dia de São Pedro, dia 29 ("está-se a acabar"), e estás a pedir balões a dia 24...
Sou só eu, ou a Lenita Gentil quando escreveu isto, também tinha consumido umas substâncias psicotrópicas!!!
Isto até faz parecer, com que as letras que o Rui Reininho escreve para os GNR, façam algum sentido...(Rui Reininho, substâncias psicotrópicas?! Nããahhh!!!)!
Às vezes não devia dar tanta importância a estes temas tão complexos, tão sensíveis.
Se em Maio 2017 bati o recorde de kms de treinos num mês (312), em Junho caiu mais um recorde, o recorde de inércia (60). Menos 18 do que Junho do ano passado. Os recordes são para se bater!!!
A maior parte desses 60 kms, foram à beira mar, corrida misturada com caminhada, o sítio com o melhor oxigénio do mundo, pelo menos para mim. É uma pena o piso não ser o mais indicado para treinos a sério.
Enfim, dá sempre para as recuperações.
Para início da nova época, e até mais de uma forma simbólica, ontem, acabei por fazer treino com a distância de uma meia maratona. Fones nos ouvidos, e vamos a isso, o "cheiro" do alcatrão, a vibração no pulso a cada km, a respiração da corrida, soube bem.
Já estão algumas aventuras agendadas, outras surgirão de certeza.  Para o novo período que aí vem peço o mesmo que pedi o ano passado. Só quero que não apareçam lesões, só isso. Com a excepção das taquicardias... Já não saberia viver sem elas!!!
Também englobado no 4th July, início da época, aparece o 1º Triatlo Sprint Internacional de Almodôvar. Prova há muito falada entre mim e o meu filhote.
Nem sempre se revelam as conversas entre pais e filhos, mas uma vez não são vezes.
Pai:
-"Eduardo, então como tens a última prova terça-feira, se calhar fazíamos o triatlo que tínhamos falado há tempos, no próximo fim de semana."
Filho:
-"Sem treinar?!"
Pai:
-"Claro!"
Filho:
-"Tá bem!"
Nota-se que foi uma conversa ponderada, com análise das circunstâncias e outras variáveis... Enfim!
Decidimos ter nos abastecimentos apenas água e bananas, não fossem as bananas um dos meus super alimentos. E porque não fazer uma "definição concreta" sobre esta super fruta?!
A banana tem mais ou menos doce de acordo com a sua fase de amadurecimento, é uma espécie de pastilha elástica cremosa, que desaparece na mastigação com elevada facilidade, deixando uma sensação de energia renovada. Sensação essa também um pouco influenciada pela fama que ganhou de ser super nutritiva, fama merecida. Só tenho uma opinião negativa em relação à banana, tem um caroço muito grande...
750 metros de natação, 20 kms de bicicleta e 5 kms de corrida. A distância oficial do triatlo sprint, dentro da disciplina, a distância mais curta.
Não fizemos divulgação do evento, era pai filho, o que estava há muito agendado. Para o ano vamos trazer mais pessoal, como óbvio. Dentro da dinâmica da São Silvestre A-do-Neves. Sem competição, mas com a obrigação de diversão.
Só uma ressalva. Pelo facto do complexo (piscina) só abrir às 10:00h, o segmento da natação ficou para o fim. Foi um pormenor.
Podíamos ter feito esta importante prova do calendário do atletismo internacional, no Algarve, com o segmento da natação a ser feito no mar. Podíamos, mas eu não quis, fiz questão que fosse em Almodôvar. O complexo é o sítio onde tenho mais kms de treinos acumulado. É onde está o meu laboratório.
Foi uma forma de prestigiar o meu centro de "baixo" rendimento. No fundo foi aproveitar os equipamentos existentes. Ninguém de Almodôvar pode dizer que não tem condições para a prática de actividades desportivas, e a baixo custo. Haja vontade!
Acredito que na cabeça do meu filhote lhe tenha passado.
"Com tanto pai no mundo, logo tinha que me calhar este na rifa..."
Boas corridas!










sábado, 10 de junho de 2017

Junho, descanso, azia e eventos!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Finalmente Junho, estava difícil lá chegar, azia e eventos.
Junho, o merecido mês de descanso anual, no que à corrida diz respeito.
Nas duas primeiras "épocas" de maratonista, o descanso aparecia após a conclusão da maratona de Primavera. A ideia tem sido concluir duas maratonas por ano, uma no Outono, e outra na Primavera.
Nos últimos dois anos tal não aconteceu, o descanso teve que esperar.
O motivo?
Azores Blue Island Ultra Trail.
Azores Blue Island Ultra Trail, que este ano deixou "azia competitiva", mas já lá vou.
Após o sucesso que foi a visita a Roma, vieram 15 dias de descanso, com um ou outro treino de recuperação à mistura, o esqueleto agradeceu.
Depressa chegou o dia 1 de Maio, dia que, além de ser o dia do corredor, (eu escrevo o que me apetece!!!) era também o dia da primeira edição oficial dos Trilhos do Perneta.
A participação nos Trilhos do Perneta foi do outro lado da barricada, do lado da organização. Que equipa. É um privilégio enorme fazer parte daquele grupo de "malucos". Basta ver o sucesso que foi e o feedback que recebemos dos participantes. Uma forma diferente de estar no mundo da corrida amadora.
"Pernetas/CAL Forever", numa tatuagem?!
Não, não! Também não exageremos... Se houver um convite de uma outra equipa. Mesmo com um nome impronunciável, Montemorrow, ou lá como se chamam, quem sabe!!! (Seu vira casacas dum raio)
Dia 7 de Maio, tinha dois convites para eventos desportivos, a Ultra Maratona (só para duros) nos Moinhos de Ventos, e a Wings for Life World Run, via satélite. A aplicação de telemóvel da Wings for Life World Run tinha a obrigação de iniciar a corrida ao meio-dia.
Vamos lá então conciliar isto, às vezes basta querer.
A prova nos Moinhos de Vento tinha duas distâncias, 6 kms e 12 kms. Caminhada e corrida respectivamente, sem fins competitivos. A parte "Ultra", é o almoço e o tintol (só para duros)...
Optei por fazer a caminhada, e esperar pelo meio-dia.
Estava inscrito na Wings for Life World Run, pela equipa da Simone Ribeiro, "Asas pela Simone". Quando aceitei o convite, já tinha o outro compromisso. Disse que fazia pelo menos uma meia-maratona. Acabei por fazer 23 kms e antes das duas da tarde já estava à mesa, com banho tomado, a almoçar. Foi um gosto participar nos dois eventos. Bastou querer!
Já disse que fiquei com "azia competitiva"?
Em 2016 aproveitei o andamento de Paris, juntei mais meia dúzia de treinos e faço o Azores Blue Island Ultra Trail em ritmo light. 70 kms que não deixaram uma única mazela.
2017 foi diferente, fiz descanso de Roma, mas o mês de Maio foi intenso em treinos. Acabou por ser o mês em que fiz mais kms desde que corro (312 kms). Como é óbvio estava bem preparado, as expectativas de uma boa prestação eram legítimas.
Dos 70 kms, percorri 25 kms, mas tinha desistido aos 12 kms.
Como é que se desiste aos 12 kms e se percorre mais 13 kms?
Quis desistir com estilo... Foi isso foi... Ou então foi a forma mais rápida de voltar ao hotel!
Ter que desistir por uma lesão é sempre lixado, mas desistir por uma lesão que não está directamente ligada ao esforço físico, ainda é mais. As minhas inseparáveis taquicardias. O único apontamento positivo que tiro das taquicardias é o facto de ficar a saber que continuo equipado com coração. Parecendo que não, dá um certo jeito, para uma ou outra coisa.
A "azia competitiva" foi só por ter treinado afincadamente para a prova, só mesmo por isso.
O grupo fantástico que estava na tour dos Açores fez com que a desistência fosse apenas um pormenor.
Dos Açores trouxe também uma resolução. Participação em trilhos, só para não desfazer companhia, e sempre na distância mais curta que houver. Não volto a treinar para longas distâncias de trilhos.
A maratona continuará a ser o centro das atenções, aliás como sempre foi. Posso dizer que a maratona é mesmo a minha praia. Por acaso também gosto muito de correr na praia...
E como o caminho se faz caminhando, embora eu às vezes goste de o fazer a correr, (onde é que já li isto?!) este mês, oficialmente só caminhada. Caminhada e uma ou outra incursão no ciclismo.
Já tirei a máquina do asfalto da garagem. Agora é que vai ser acumular kms... Ou então não!
Pode não parecer, mas a minha bicicleta já teve uma participação no Tour de France. Uma vez, fui nela de casa até ao café, ver um final de etapa da volta à França, que estava a ser transmitido na televisão. Acho que isto conta como uma participação no Tour...
Hoje teve lugar uma prova de atletismo em Almodôvar. A Caminhada e Corrida Solidária Casa Benfica Almodôvar e Movimento Vencer e Viver – Luta contra o Cancro. Como é óbvio, participei no evento. Participei na caminhada, como disse anteriormente, em Junho, só caminhadas. No fundo, Junho é o mês do "caminhante de baixa competição".
Na caminhada de hoje tive a companhia de uma atleta muito especial, Bárbara Lobo.
Quem sabe se no futuro não irá fazer parte do Clube Atletismo de Lamas. É uma questão de o clube abrir uma secção... De Ballet!!!
Apesar de não mencionar os nomes das várias pessoas, que de uma forma ou de outra participaram comigo nestes eventos do mês de Maio. Não estão esquecidas. E foram muitas. Gratidão é a palavra que me ocorre. Muito obrigado!
A estadia no Faial coincidiu com as festas em honra de Nossa Senhora das Angústias, na cidade da Horta.
Não fiquei nada cansado do trail da véspera, como é óbvio. Mas tenho que confessar, da procissão, ainda estou a recuperar.
Minha Nossa Senhora... Que Angústia!!!
Boas corridas




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Luis Lobo, o 1º português a concluir a Maratona de Roma 2017.

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Luis Lobo, o 1º português a concluir a Maratona de Roma 2017, envergando a camisola do Clube Atletismo de Lamas!
Pois, não é todos os dias que dá para escolher um título destes para as reflexões do blogue.
93º da geral, 21º do escalão, e o 1º português a chegar à meta na prova da capital Italiana.
Disse inúmeras vezes que ia correr a Roma, mas não ia ver o Papa!!!
O homem soube que eu ia, não deu hipóteses. Beber um cafezito e trocar umas impressões foi o mínimo que exigiu. Um tipo às direitas, o Chico, um verdadeiro compincha. Ainda tempo para uma curiosidade. Perguntou-me se eu sabia quem tinha sido o bêbado, que fez o busto do Ronaldo... Ele é mais Messi, não fosse argentino, mas gosta muito do CR7!
Raramente dou importância aos lugares da classificação. Corro somente contra os meus melhores registos. Como já tenho dito, gosto de participar em provas com milhares de pessoas. Prefiro ser o centésimo nono, entre quinhentos, do que o primeiro entre quatro. São formas diferentes de ver as mesmas coisas. Respeito, como é óbvio, quem tem opiniões diferentes!
A maratona de Roma começou logo após terminar a homónima do Porto em Novembro.
O culpado disto tudo?
Carlos Cardoso, quem havia de ser!!!
Propôs aos Pernetas, participar numa maratona internacional, sugerindo Roma como possibilidade. Claro que a maratona começou imediatamente com essa sugestão.
Passei a palavra para o outro lado do Atlântico, para a Juliana. Disse logo que sim, que iria tentar concluir a sua terceira maratona.
Trouxe consigo outro maratonista, o Gilberto, acompanhado pela Michele. No dia da prova ainda tivemos um aumento do contingente brasileiro, com a chegada da Samara.
O Gilberto por esta altura já vai conseguindo dar uns passinhos sem mancar... Tal foi o empeno. Brincadeirinha Gilberto, a maratona de Roma já ninguém te tira!
Desta vez tenho mesmo que ficar contente com esta classificação.

2h 48m 12 segundos, é um tempo muito modesto para a elite da maratona. Mas como sempre apregoei, sou um atleta de baixa competição. Baixa competição, comparado com a outra realidade do atletismo.  
Um início de carreira aos 35 anos, como costumo dizer, há 15000 Kms de treinos e provas atrás. Sempre com o principal objectivo de me divertir com as aventuras da corrida. Quem me acompanha de perto, sabe que tenho conseguido conciliar como ninguém, a diversão na corrida. O objectivo central tem sido sempre alcançado.
Nesta situação, com os intervenientes que estavam na tour, não foi preciso fazer mais nada do que existir. A diversão faz parte.
Foi mais ou menos consensual entre o pessoal, que a capital italiana está muito mal tratada. Roma é uma das principais capitais europeias. Com o património histórico, que tem entre mãos, merecia muito mais atenção de quem de direito. Bastantes edifícios e pavimentos degradados, o lixo sempre presente, zonas históricas completamente postas de parte. O Circo Máximo por exemplo, parece mais um jardim abandonado num país de terceiro mundo.
Felizmente não deixaram cair o Coliseu. Se formos contextualizar a altura em que foi construído, é realmente qualquer coisa. É de uma imponência que sim senhor!
Não sei quantos portugueses participaram na maratona, nem me interessa, sei que na busca da classificação, a primeira bandeira portuguesa que aparece é a que faz referência ao meu nome, Luis Lobo (está um pouco narcisíca esta reflexão, não está?!).
Logo de início não dei muita importância, mas depois de parar para pensar, e como disseram logo na altura o Bruno, o Zé Miguel, e o Zé Coelho (estávamos juntos a ver a classificação), e mais tarde outras pessoas, é  realmente motivo de orgulho.
Claro que há muitos atletas portugueses com tempos muito superiores, mas parafraseando o meu irmão, "não estavam lá".
O meu irmão defende que não é dizer isto ou aquilo das coisas. Que é assim, que faz, que acontece, etc, etc...
"A pessoa tem que estar lá".
E foi o caso, eu estava lá!!!
A prova foi dura. Durante o percurso tivemos direito a chuva, vento, frio, trovoadas, mau pavimento, altos e baixos constantes, com a parte final a acabar a subir.
Está bem. Se fosse fácil não tinha o mesmo gosto.
O plano de treinos tinha sido concluído sem lesões dignas de registo, isso é logo meio caminho andado. Só mesmo a desistência nos Trilhos de Mértola, a ser a excepção, devido a uma taquicardia. Eu teria terminado a prova, depois de 10 (longos) minutos de paragem obrigatória, mas decidi não continuar, parte da cabeça já estava em Itália.
Não concluí os Trilhos de Mértola,  mas não posso deixar de sublinhar a extraordinária organização da prova. Não faltou rigorosamente nada aos participantes. Para o ano, se puder estarei presente nos Trilhos de Mértola 2018!
Serve esta "lesão" para falar no culpado disto tudo, Carlos Cardoso.
Uma lesão, impediu o Perneta de concluir a sua prova. Apesar de tudo, conseguiu manter uma disposição no terreno, que não está ao alcance de todos. É mesmo por isso que ele é o nosso Perneta Mor. Grandíssimo, mesmo num momento mais infeliz.
Aquela verdade que utilizo algumas vezes, faz aqui todo o sentido. Quando um corre, corremos todos...
Forte abraço Carlos, e breve recuperação!
Ir a Itália e não ser confrontado com um episódio de máfia/contrabando, não fazia sentido.
No pós maratona, decidimos criar um "gang", e tentar acabar com as cervejas de uma "tasca" paquistanesa. O dono é um primo em 34º grau do Zé Coelho, o Amir!
A tasca realmente era um espaço pequeno, não sabíamos nós, que tinha um túnel secreto para um supermercado do outro lado da rua. Curiosamente o dono do supermercado, também era primo do Zé Coelho. Raios partam os primos do Zé!!!
Por muito consumo que houvesse, ia sendo reposto clandestinamente (mafiosos!!!), era impossível esgotar...
Outra curiosidade do estabelecimento era o ambiente.
Consoante o número de rodadas em dívida, assim aumentava o volume da música, e os rostos fechavam. O reggaeton, passava a decibéis incríveis, sim reggaeton, dá para acreditar?!
Como o regularizar da dívida, o som melhorava, e havia sorrisos. Até tivemos direito ao tão em voga, Despacito. Foram umas horas passadas com a música aos altos e baixos.
Certo é que não conseguimos o nosso propósito, acabar as cervejas. As cervejas?!?! Agora é que reparei que escrevi cervejas, os atletas não bebem cerveja... Estava a falar de sumos, não conseguimos acabar os refrigerantes... É isso!!!
Já vai longa a reflexão, ou não se tratasse de uma maratona.
Uma maratona, é um projecto complexo, mais do que se possa imaginar. Os 42 kms feitos com objectivos rigorosos, tem uma enorme dose de sofrimento na sua essência. Treinos durante muito tempo, a requerer muito, abdicar de uma coisa ou outra. Contudo, manter sempre critérios sociais como deve ser. Inserido dentro do contexto de atleta de baixa competição.
Como é óbvio, o cortar a meta com dignidade e o sentimento de dever cumprido, compensa muito o que ficou para trás.
Tinha o sonho de correr uma maratona com um ritmo inferior a 4 minutos por kms, felizmente, tornou-se realidade.
Não faço ideia se voltarei a tentar superar-me na distância, para já não me apetece pensar nisso. Quero simplesmente desfrutar do momento. No fim de contas, Luis Lobo, foi o 1º português a concluir a Maratona de Roma 2017... (narcisista o moço)!!!
Muito há para agradecer. Não vou individualizar, era muito bem capaz de ser injusto com alguém.
Fica uma menção para a comitiva na capital italiana. Boa disposição e diversão para dar e vender. Um grupo fortíssimo.
Agradeço a quem de uma forma ou de outra, contribuiu e participou nestes meses que antecederam a maratona.
E por fim uma dedicatória especial, para quem vai comigo para a linha da frente, e não é muita gente.
Ao longo da prova são muitas vezes os soldados perfeitos, ficam lado a lado comigo, não falham.
Eu sei que estou constantemente a repetir-me, mas eu tenho mesmo os melhores filhos do mundo... A sério!
Boas corridas!



domingo, 19 de março de 2017

Dia do pai. A imortal meia-maratona da Ponte 25 de Abril!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
A imortal meia-maratona da Ponte 25 de Abril.
Foi na Ponte 25 de Abril que começaram as aventuras da corrida. Sempre que possível, é para participar. Até agora tem sido sempre possível.
A quinze dias da maratona de Roma, esta prova aparecia como treino rápido. Correu muito bem, sem correr em Red Line, deu para ver que o esqueleto aguenta velocidade!
O calendário fez a prova coincidir com o dia do pai. Este ano o dia do pai foi a 19 de Março, dá para acreditar?! Se para o ano coincidir novamente, só vejo uma solução.
Eduardo e Bárbara Lobo, comecem os treinos, para o ano quero os dois inscritos nos 21kms...
Já disse alguma vez que tenho os melhores filhos do mundo? É verdade! Mesmo!
A viagem é feita de autocarro com o pessoal de Almodôvar, cada vez mais pessoas a aderir. Isso é uma extraordinária notícia. As mentalidades estão a mudar, felizmente para melhor!
Tenho que partilhar um breve diálogo que tive enquanto esperava pelo início.
Um senhor do Norte, das Caldas de São Jorge para mim.
- Então você é do CAL?
- Sim, corro pelo CAL, mas sou do Alentejo!
- Então mas como é que isso aconteceu?
Você nasce no Alentejo e vai correr por uma equipa no outro lado do país?!
- Não, eu não nasci no Alentejo. Nasci no Algarve, moro no Alentejo e corro por o Clube Atletismo de Lamas...
O homem ainda está a processar informação.
Resumindo, disse que a culpa disso era um indivíduo do norte, de seu nome Carlos Cardoso, que me apresentou o resto dos Pernetas. Disse ao homem que tal como eles, me falta um parafuso ou outro!!!
Por falar nisso, dia 1 de Maio, toca a inscrever nos Trilhos do Perneta, em Canedo, Santa Maria de Lamas! Inscrições em lap2go.com.
As participações dos atletas correu dentro do previsto, sem qualquer incidência. Isso é logo meio caminho andado!
A Ponte 25 de Abril continua a ter a sua mística, adoro correr onde estão milhares de pessoas. Não crítico quem não gosta. Apesar de hoje ter que fazer os primeiros Kms em ritmo muito lento. A culpa disso foi das pessoas. Por mim as pessoas estão perdoadas!
E pronto, agora só em Roma. Grande parte do plano está feito e tem corrido muito bem!
Arrivederci!
Boas corridas!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

2ª Escalada ao Alto do Malhão, Vive la France, Allez les bleus!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
2ª Escalada ao Alto do Malhão, Vive la France, allez les bleus!!!
Vou ali e já venho...
Vamos lá blogar esta escalada.
Tinha deixado a promessa de voltar, e trazer mais pessoal ao Alto do Malhão. A promessa cumpriu-se.
Eu, o Zé Gonçalo os repetentes. O Ricardo e o meu irmão, Eduardo Lobo os estreantes. O dobro dos participantes.
Tivemos que antecipar um pouco a hora da escalada ao último obstáculo dos corredores da volta ao Algarve. Apareceram algumas condicionantes de horário, visto algumas pessoas terem compromissos laborais, coisa que não se percebe. Como é que não vivemos só do atletismo?! Isto só visto!
Durante a descida muitas observações acerca das dificuldades da mesma. "Custa mais a descida do que a subida", "Ter que ir a travar é lixado", ouvi algumas vezes. Nã, nã custa... Nã, nã é!!!
"Épaà o Amaro tem que ganhar isto, com as vezes que o nome está escrito na subida", repetia incessantemente o Ricardo.
Bem, se calhar o que o moço estava a fazer, era a formular um desejo, não corresse o Amaro pelas cores azuis e brancas. Digamos que o Ricardo é um acérrimo adepto do clube nortenho. Sem pluralidade isto não tinha piada nenhuma. E não é que ganhou o Amaro!
Quer dizer, ganhou o Amaro na versão da imprensa desportiva, porque está bem registado em vídeo que este ano ganhou o meu irmão!
Não falei directamente, mas nesta reflexão ainda vou falar de futebol. Tem tudo a ver, estamos na volta ao Algarve, a fazer atletismo.
Começa a subida, e a conversa das dificuldades da descida, já faz parte do passado. Agora as considerações são menores, acho que é porque a rapaziada vão a apreciar a paisagem, ou seja, os belos três metros de alcatrão à sua frente. Cada um encontra encantos onde muito bem quiser...
Apesar de ainda não estar muita gente na subida, já deu para receber um apoio ou outro. Coisa que ajuda nas dificuldades.
"Só já falta 1 km", claro que alguém tinha que estar lá a dizer a famosa frase. Não aqui, não neste contexto, porque ia na brincadeira, mas numa maratona detesto ouvir isso. Era só tirar o "Só já", e assim sim, já era um incentivo.
Foi no último km que aconteceu um diálogo que deu título a esta reflexão. Um breve diálogo entre o Zé Gonçalo e um adepto de ciclismo que se encontrava "acampado" na subida.
Não sei o nome do senhor, apenas a nacionalidade, era oriundo de terras gaulesas. Vou de livre e espontânea vontade atribuir-lhe o nome Pierre. Só porque sim!
Uma pequena nota de rodapé, "Allez les bleus", é a frase de apoio dos cidadãos franceses aos seus atletas, nas mais diversas modalidades por esse mundo fora.
Vamos lá ao breve diálogo.

Zé Gonçalo - Vive la France... Allez les bleus!
Pierre - Merci...
Pierre - Vive uu Portugal!
Zé Gonçalo - Allez...
Passados poucos segundos o Zé para mim.
"Allez les bleus... mas os campeões da Europa somos a gente!"
Não resisti a uma gargalhada (audível no vídeo), e o Zé continuou, "Pardom... Monsieur!"
Episódio para mais tarde recordar, está registado em vídeo e áudio, fica também escrito para melhor se perceber.
Tenho que agradecer a um senhor que se encontrava na chegada, ao qual eu sem qualquer explicação lhe entreguei o telemóvel e disse para apontar para os atletas. Não sei o nome do senhor, só a nacionalidade, era português. Vou de livre e espontânea vontade atribuir-lhe o nome Amaro. Só porque sim. Obrigado Amaro!
Permitiu complementar a parte final de vídeo. Por falar nisso, vai ficar o vídeo total aqui no blogue, sempre tem melhor resolução do que o publicado no Facebook, ou então neste link, https://youtu.be/AcbFuAAc-no
Corrida amadora é um caso à parte, não há volta a dar. Com pouco, faz-se muito.
Já ficou marcado para o ano. Fica mais uma vez a promessa de aumentar os participantes, é um evento para crescer de forma sustentada.
Eu não disse que ainda falava de futebol?!
Zé, só faltou...
"Vive la France, allez les bleus"...
"E foi o Éder que marcoouu"... "E foi o Éder que os f....." "E foi o Éder que os f....."
Boas corridas!






sábado, 18 de fevereiro de 2017

São Silvestre A-do-Neves 2016, fechou-se um ciclo!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
São Silvestre A-do-Neves 2016, fechou-se um ciclo!
Sempre tive alguma curiosidade em relação a ditados populares. Podemos concordar, podemos discordar, eles estão sempre por aí.
Vou ensinar qualquer coisa neste espaço de reflexões de atletismo(ou então não).
Qual é o ditado mais popular do mundo?
O ditado mais popular é ...
"E já diz o ditado que...".
Nunca tinham pensado nisto, não é?
Não é preciso agradecer!!!
Desde miúdo que um desses ditados me deixou um pouco intrigado.
Diz a sabedoria popular que só temos uma vida completa quando, "Plantamos uma árvore, escrevemos um livro, temos um filho e organizamos uma prova de atletismo"!
Sempre me questionei, mas organizar uma prova de atletismo?! Porquê?! Como?! Como é que vou fazer isso?!
Isto na cabeça de um miúdo é qualquer coisa!!!
Acho que se percebe bem a inquietação que vivi na altura.
Árvores sim, isso é fácil, já plantei várias. Agora organizar provas...
Para que fique tudo registado como deve ser, tenho que dizer que a  primeira São Silvestre A-do-Neves, foi verdadeiramente a... terceira!
Vou deixar duas fotos para ilustrar as duas edições anteriores. As edições de 2014 e 2015 foram apenas uma pequena brincadeira, no fundo a antecâmara para a primeira edição oficial.
Então e a questão do filho?
Pois, pois, isso é fácil, já tenho dois. Agora organizar provas...
Tinha ficado prometido no fim de 2015, organizar uma São Silvestre como deve ser em 2016. Um dos objectivos era aumentar substancialmente o número de participantes.
Em 2015 foram muitas as pessoas que nos disseram que gostavam de ter feito parte da iniciativa, portanto tínhamos "inscrições" com um ano de antecedência.
Parece mentira? Mas não é!
Uma breve reunião com o meu irmão, divisão de tarefas, e mãos à obra!
Com o presidente da câmara municipal a dar apoio à iniciativa, desde a primeira hora, precisávamos apenas que deixasse de ser oficioso e passasse a ser oficial.
Entrou a Susana Fialho em cena, disponibilizou-se a entrar na organização da prova.
Estava encontrada a forma de tornar exequível a realização do evento. Através do gabinete de desporto, fez a articulação com a câmara municipal, para que os apoios necessários da mesma pudessem ser formais. A partir daí, foi passar aos actos.
Uma das coisas que ficou combinado entre os envolvidos, foi que não ia haver divulgação nas redes sociais do evento. Ia ser à antiga, uns flyers, o passa a palavra e pouco mais. Isto também por uma questão de segurança, não havia condições para muitos participantes. Parte do percurso é numa via rodoviária com trânsito.
Outra das situações que se teve algum cuidado, foi a questão das t-shirts alusivas ao evento. Iam ser entregues à posteriori. Foi a forma encontrada para que não houvesse desperdício. Seriam feitas de acordo com o número e os tamanhos de vestuário dos participantes.
A prova em si excedeu as minhas expectativas, primeiro com a adesão das pessoas, depois encantado pela alegria no rosto dos participantes.
Era passagem de ano, mas isso não impediu as pessoas de criarem uma bolha temporal (1 hora) e desfrutarem como devia ser.
A prova do próximo ano já está a ser cozinhada, fica já a informação que não vai coincindir com a passagem de ano. O sábado antes do fim do ano será sempre a referência a ter em conta.
Vamos privilegiar a segurança, sem nunca se desviar das principais linhas de orientação. Ou seja, desporto (sempre sem fins competitivos), convívio, diversão e acima de tudo, muito boa disposição!
Hoje foi dia de entregar t-shirts.
Carlos Cardoso, a tua está reservada... Sem stress...
Depois faço chegar a todos os que não puderam passar.
Foram muitas pessoas a ajudar, para que a São Silvestre A-do-Neves 2016 tivesse corrido muito bem.
Vou começar por agradecer o apoio à iniciativa desde a primeira hora por parte da câmara municipal, na pessoa do seu presidente, António Bota.
Também uma palavra de agradecimento ao Cristiano Duarte e à Susana Palma pela sua disponibilidade. O Cristiano fez um extraordinário trabalho de fotografia e de vídeo. Tive um feedback muitíssimo positivo acerca do mesmo. Uma forma de ficar registado para a posteridade como deve ser.
Agradecer também à D. Maria dos Anjos (M.A.G.L e Filhos) e ao Filipe (Luis e Mateus), que gentilmente ofereceram os queijos e os enchidos.
Mais uma palavra de agradecimento para a GNR, que cuidou da segurança, particularmente ao sargento Nascimento (Sérgio)!
Um muito obrigado também aos que tiveram mais perto de mim na organização e logística da coisa.
Eduardo Lobo, (irmão), Susana Fialho, Zé Gonçalo, Luís Mestre, Sebastião Madeira. Ao Arnaldo e ao Zé Lagoa que prestaram importante auxílio às autoridades.
E mais tarde na parte das camisolas, à professora Ana e ao professor Zé, do gabinete de desporto!
Fica para o fim o maior dos agradecimentos.
Muito e muito obrigado a todos os participantes da prova. Foram vocês que deram sentido a tudo isto. Não posso deixar de confessar, foi um dia muito especial para mim.
Muito e muito obrigado, mais uma vez, a todos os que contribuíram para isso.
Toda esta conjugação de factores fez com que tivesse conseguido organizar uma prova de atletismo. Conseguindo assim completar o tal ditado popular.
Considerando para isso, que os blogues são os novos livros, como é óbvio. Uma compilação de todos os posts do blogue, já dava um livro, um livro ruim, mas um livro!!!
Fechado este capítulo, e porque o tempo não pára, está na hora de começar um novo ciclo.
Temos a Primavera à porta, é uma óptima altura para plantar árvores...
Boas corridas!







sábado, 21 de janeiro de 2017

Dia 21 de Janeiro, um dia muito especial!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Dia 21 de Janeiro 2017, um dia especial, pois claro!
Apanhei o mano mais velho no meio da preparação da meia-maratona (Ponte 25 de Abril). Oportunidade de partilha de treino.
O plano de treino indicava uma viagem de 28 Kms em velocidade cruzeiro. Depois de 16 Kms percorridos, foi altura de apanhar o companheiro de viagem, para o acompanhar nos 12 Kms do plano dele. Como é óbvio, é um treino especial. Muito bom!
Poderá dizer-se que tem estado um tempo também especial, especialmente fresco.
Vou pôr um pouco de "água quente" na fervura. Tenho ouvido muita conversa sobre o estado do tempo ultimamente... Muita conversa... Posso não ir escrever nada de novo, mas vou escrever na mesma.

Significado de Inverno
s.m.
Estação do ano, a mais FRIA das quatro, que se situa entre o outono e a primavera, começando no solstício de dezembro (21/22) e indo até o equinócio de março (20/21), no hemisfério Norte; e no solstício de junho (21) até o equinócio de setembro (22), no hemisfério Sul.

Pronto está escrito!!!

Em relação ao plano de treinos, posso dizer que está de acordo com o planeado. É um plano de 12 semanas, já passaram duas, faltam 10. Isto são operações matemáticas de elevada dificuldade. No fundo são operações especiais.
Tenho mais uma notícia especial a anunciar.
Troquei umas mensagens com o Papa Francisco, (essa brincadeira do Papa Chico, já acabou!!!) o homem ficou super contente com a minha visita a Roma, nem queria acreditar. Prometeu devolver a visita.
Tentei de tudo para que ele pudesse vir dar o tiro de partida, nesse extraordinário evento, que tem data marcada para 1 de Maio. Trilhos do Perneta, a primeira edição oficial. Mas não pode vir, tinha a agenda preenchida. Contudo ficou combinado passar por cá dia 13 de Maio. Ficámos de combinar qualquer coisa por essa altura, em princípio no concelho de Ourém. Um indivíduo às direitas!
Volto a reiterar o convite para a participação nos Trilhos do Perneta, em Canedo, Santa Maria da Feira. Conciliar corrida com paisagens naturais extraordinárias, "subidas a subir", "descidas a descer" e boa disposição garantida... Não é em todo o lado. Inscrições em lap2go.com. Sem sombra de dúvida, uma prova especial!
Pois, mas dia 21 de Janeiro é mesmo especial. Vá, não é bem por as situações relatadas anteriormente.
É especial porque a minha princesa faz hoje 8 anos.
Foram 8 anos que passaram num instante.
E posso mesmo garantir que estamos na presença de uma verdadeira princesa. Não há palavras suficientes para a descrever. Sem o mínimo de brincadeira, não há mesmo. Muito, muito especial.
Ela e o irmão mais velho, é que são a melhor maratona do mundo. Mesmo!
Boas corridas!



sábado, 7 de janeiro de 2017

Maratona di Roma 2017. A aventura começou!

La vista maratona di una bassa concorrenza atletica!
Eu sei escrever em italiano há tanto tempo, que nem me lembro bem como aprendi. Nem pensar que o início desta reflexão é uma tradução do Google. Isto é uma coisa séria, e com coisas sérias, não se brinca!
Sei que há a possibilidade de ver o Papa Chico em Roma, mas não é propriamente esse o motivo da visita à capital transalpina. Não é não senhor!!!
Qualquer maratona que se preze, tem no início da sua preparação, uma meia-maratona em ritmo ligeiro, e posterior publicação no Facebook a anunciar o início dos trabalhos. A maratona de Roma não foi exceção, a tradição continua a trilhar os seus caminhos. Uma visita matinal à barragem do Monte Clérigo e estão os 21kms despachados.
Deixar uma palavra de agradecimento, aos dois pares de sapatilhas que me acompanharam ao longo de 2016. 2500 Kms depois chegou a hora do seu merecido descanso. Raios me partam, se não lhe estou muito, muito agradecido!
A visita a Roma, tem como objectivo principal ver como é que estão as obras no Coliseu. Afinal não é só em Portugal que há incumprimento nos prazos e respectivos orçamentos.
Tive em Évora há pouco tempo, também está lá uma obra embargada há séculos, um Templo. Acho que a dona, morreu num acidente de viação, a Diana, e agora não há maneira de resolver o imbróglio.
Quiseram as incidências, que a viagem de trabalho a Itália, coincida com a data da realização da Maratona local.
E toda a gente sabe, "Em Roma sê corredor"!
Bem, os romanos já corriam muito, para evitar os Gauleses (eu devia ter lido menos banda desenhada...Que idiotix foi esta!!!), siga...
Maratona e Pavia não se fizeram num dia.
Pois, possivelmente não treinavam como deve ser. Levar mais do que um dia a fazer a Maratona!? Nem alguns dos meus colegas Pernetas levam tanto tempo. Agora que penso...(tanta lenha para me queimar!!!)!
No intervalo da chuva, entenda-se, enquanto não estiver a ver a documentação da obra, e visitas às infraestruturas vou tentar concluir mais uma aventura.
Não deve ser difícil, porque como toda a gente sabe, "Todos os caminhos vão dar a Roma", ou será "Quem tem boca vai a Roma?!".
Bem, eu na última refeição que degustei, reparei que estava equipado com uma boca...
Não, ainda não gastei todos os trocadilhos relacionados com a cidade italiana. Mas hoje fica por aqui!
Há um plano de treino para cumprir, há vontade, haja pernas para isso.
O mais importante na preparação, como sublinho inúmeras vezes, é não haver lesões. O resto faz-se!
No meio da preparação haverá uma paragem em Mértola (Trilhos de Mértola), e a participação na única prova que tem lugar cativo na agenda deste atleta de baixa competição. Claro, a "imortal" meia-maratona da Ponte 25 de Abril. Foi ali que, para o bem e para o mal, tudo começou!
Tenho que ter muito cuidadinho, ao longo destes meses, porque quero chegar em super forma a um evento que tem lugar marcado no dia 1 de Maio.
Trilhos do Perneta, a primeira edição oficial.
Trilhos que passam por lugares com uma beleza natural incrível. Tem descidas a subir até lá acima, tem descidas invertidas, enfim, espectacular.
Quero estar em super forma , como disse, para correr, para vos ajudar nos abastecimentos, para levar uma pessoa ou outra ao colo, se for preciso (eu não devia escrever certas coisas!!!).
Vamos lá a inscrever (lap2go).
E depois o staff é constituído por verdadeiros artistas circenses.
Não somos equilibristas, não fazemos números arriscados no trapézio, não fazemos danças com coreografias arrojadas, etc, etc.
É isso, é isso mesmo, somos verdadeiros palhaços...
Buone gare!